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    Brasil na luta contra COVID-19 no início de novembro (27)
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    Vacina da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca será produzida entre janeiro e fevereiro com acompanhamento da Anvisa, disse a presidente da Fundação.

    A pesquisadora Nísia Trindade Lima, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), informou nesta segunda-feira (2) no Rio de Janeiro que a produção da vacina contra a COVID-19 deve começar entre janeiro e fevereiro de 2021 assim que ela for aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). E que a vacinação deve ter início ainda no primeiro trimestre, informou o jornal O Globo.

    "A expectativa é que possamos encaminhar a vacina entre os meses de janeiro e fevereiro para começar a produção. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) irá acompanhar todo o processo. Assim, temos a expectativa de que o processo de imunização comece a ser feito no primeiro trimestre de 2021. A imunização será um dos processos para começar a mudar o impacto dessa pandemia que atingiu toda a sociedade", informou a pesquisadora.

    No dia 9 de setembro, a Fiocruz anunciou em entrevista coletiva do Ministério da Saúde que assinou contrato de Encomenda Tecnológica (Etec) com a empresa farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, detentora dos direitos de produção, distribuição e comercialização da vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford na Inglaterra. 

    A informação foi dada pela presidente da Fiocruz durante cerimônia no Cemitério da Penitência, no Caju, Rio de Janeiro. Durante o ato, foi inaugurada a pira "Chama da Esperança" que vai continuar acessa até a descoberta de uma vacina. 

    "A chama na Fiocruz significa confiança no trabalho da ciência, de iluminação para o trabalho de toda a pesquisa da nossa instituição. Estamos trabalhando com a ciência para que essa mensagem de esperança se dê a partir de testes e da vacina. O papel da Fiocruz está sendo conduzir a pesquisa científica, reforçar o nosso Sistema Único de Saúde (SUS) e produzir as doses", completou.

    O contrato assinado garante ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) o acesso a 100,4 milhões de doses do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para o processamento final (formulação, envase, rotulagem e embalagem) e controle de qualidade, ao mesmo tempo em que garante à Fiocruz a transferência total da tecnologia, conforme estabelecido no Memorando de Entendimento assinado em 31 de julho entre as partes.

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    Brasil na luta contra COVID-19 no início de novembro (27)

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    Tags:
    Anvisa, Ministério da Saúde, Universidade de Oxford, Fiocruz, COVID-19
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