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    COVID-19 no Brasil no final de agosto (50)
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    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiram a forma de produção da vacina contra COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford.

    O encontro dos principais dirigentes das duas instituições ocorreu de modo virtual, no último dia 19 e foi tornado público nesta quarta-feira (26).

    A assessoria da Fiocruz revelou à Agência Brasil que Bio-Manguinhos realizará as etapas de formulação, envase e rotulagem da vacina utilizando as instalações do Centro de Processamento Final (CPFI) e do Pavilhão Rockfeller, destinado à fabricação de vacinas virais e que tem certificação de boas práticas de fabricação (CBPF) e pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    A produção do insumo farmacêutico ativo (IFA), por outro lado, será realizada no Centro Henrique Pena.

    "A vacina só será possível com intensa articulação e colaboração de todos os envolvidos. Para isso, os especialistas das duas instituições atuarão de forma integrada ao processo de produção da vacina, para que possam avaliar cada etapa, à luz da ciência, e realizar todas as análises necessárias", disse a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade Lima.

    Para o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, o encontro refletiu a aproximação entre as duas instituições para o desenvolvimento da vacina.

    "A Anvisa e a Fiocruz vêm trabalhando juntas para melhorar o combate à COVID-19, com foco na discussão sobre o registro de uma vacina. A reunião contribuiu para estreitar laços e tratar de aspectos gerais do desenvolvimento vacinal", disse Torres.

    Segundo o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, o alinhamento é fundamental para que o registro da vacina possa acontecer o mais rapidamente possível.

    "Essa análise prévia é uma prática de longa data que adotamos junto à Anvisa para a incorporação de tecnologias, e só traz benefícios para o país, na medida em que nos dá direcionamentos de medidas a serem tomadas antecipadamente para o cumprimento das exigências regulatórias e o apoio necessário para a importação dos insumos – no caso da vacina da COVID-19 em caráter emergencial, possibilitando a disponibilização mais rápida de vacinas e outros imunobiológicos para o Sistema Único de Saúde", disse Zuma.
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    vacina, Anvisa, Fiocruz, COVID-19, Brasil
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