03:50 20 Outubro 2020
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    A Justiça do Rio de Janeiro aceitou denúncia feita pelo Ministério Público e o advogado Fredrick Wassef virou réu por peculato e lavagem de dinheiro. 

    Wassef, que atuou como advogado do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), é suspeito de participar de esquema de corrupção que teria desviado R$ 4,6 milhões do Sesc e Senac, sob a fachada de contratos assinados com a Fecomércio do Rio de Janeiro. 

    A denúncia foi recebida pela juíza federal substituta Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Também viraram réus Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ, o empresário Marcelo Cazzo e as advogadas Marcia Zampiron e Luiza Nagib Eluf. A denúncia não foi analisada pelo juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal, porque ele está de férias.

    Investigação teve como base delação

    De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, que conduziu as investigações, os crimes ocorreram entre dezembro de 2016 a maio de 2017. Os procuradores afirmam que a prestação de serviços advocatícios para a Fecomércio, na realidade, não foram realizados, servindo para desviar o dinheiro, ou foram prestados para perseguição de adversários pessoais de Orlando Diniz. 

    Segundo a denúncia, Wassef teria ficado com R$ 2,68 milhões. A investigação do MP foi baseada na delação de Orlando Diniz. O advogado nega as acusações e diz que nunca teve relação comercial com a Fecomércio. O presidente e seu filho Flávio não são alvos da Operação E$quema S, que originou as denúncias.

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    Tags:
    MP, Lava Jato, Rio de Janeiro, justiça, Fecomércio-RJ, Senac, Sesc, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro
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