06:11 23 Outubro 2020
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    A operação da Lava Jato, que mira os escritórios de advocacia que supostamente teriam sido utilizados para desviar recursos milionários do Sistema S do Rio, cumpre também mandados de busca em endereços de Frederick Wassef.

    Nesta quarta-feira (9), a Polícia Federal (PF) cumpre mandados contra escritórios de advocacia que estariam envolvidos no gerenciamento de propinas a agentes públicos. As buscas também ocorrem na casa e no escritório de ex-advogado de Bolsonaro.

    A operação é baseada na delação premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio, conforme o portal G1. 

    De acordo com as investigações, a advogada Ana Tereza Basílio coordenava um esquema de propinas a agentes públicos.

    O escritório Basilio Advogados, de Ana Tereza Basílio, explicou em nota que atuou entre 2013 e 2017 em mais de 50 processos da Fecomércio, tanto na Justiça Estadual como na Justiça Federal.

    "Todos os nossos advogados trabalham de forma ética e dentro da legalidade. O escritório confia na Justiça e está à disposição para qualquer esclarecimento", cita nota.

    Os envolvidos teriam desviado aproximadamente R$ 355 milhões do Serviço Social do Comércio (Sesc RJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac RJ) e da Federação do Comérico (Fecomércio/RJ) entre 2012 e 2018.

    Sede da Polícia Federal em Brasília.
    © Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Sede da Polícia Federal em Brasília.

    Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estão os advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, acusados de liderar o esquema.

    Frederick Wassef, ex-advogado da família do presidente Jair Bolsonaro, também é alvo de busca e apreensão, por suspeita de peculato e lavagem de dinheiro em outra frente de supostos desvios.

    Os mandados são assinados pelo juiz Marcelo Bretas e envolve 72 alvos, entre escritórios de advocacia e diferentes empresas, além dos advogados que representam as bancas que teriam relações com a gestão de Orlando Diniz na Fecomércio.

    Diniz, um dos líderes do esquema, já havia sido preso em 2018, em desdobramento da Operação Lava Jato no Rio, entretanto foi solto no mesmo ano por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

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    Tags:
    lavagem de dinheiro, Polícia Federal, advogado, Operação Lava Jato, Operação Lava Jato, Brasil
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