05:09 23 Outubro 2020
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    O desmatamento aumentou 34,5% entre agosto de 2019 e julho de 2020, ante mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE). 

    Os satélites do instituto, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, indicam alertas de desmatamento em uma área de 9.205 km² de floresta. Entre agosto de 2018 e julho de 2019, esse número tinha ficado em 6.844 km².

    O levantamento anual foi possível após o INPE divulgar nesta sexta-feira (7) os dados de destruição em julho de 2020. Em relação a esse mês, houve queda de aproximadamente 30% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registrados mais de 2.000 km² desmatados, recorde da série histórica do instituto. 

    Os dados entre agosto de 2019 e julho de 2020 mostram o primeiro recorte anual de um período sob gestão exclusiva do presidente Jair Bolsonaro, pois os outros números ainda pegavam períodos do governo Temer. 

    ​O levantamento é feito a partir de registros diários do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora a região por meio de imagem de satélites. O sistema não indica o consolidado de perda florestal, mas áreas com marcas de devastação que precisam ser fiscalizadas pelo Ibama.

    A taxa oficial anual de desmatamento na Amazônia, por sua vez, é calculada a partir de dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), também do INPE. O relatório é divulgado na metade do segundo semestre de cada ano.

    Mourão comemora queda em julho

    O vice-presidente Hamilton Mourão, chefe do Conselho da Amazônia, disse, segundo o portal G1, que a queda dos alertas de desmatamento em julho demonstra uma "reversão de tendência". 

    "Ainda é começo, a gente tem que prosseguir até chegar nas metas que nós temos que é colocar o desmatamento dentro do mínimo aceitável", disse Mourão.

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    Tags:
    Antonio Hamilton Mourão, Jair Bolsonaro, meio ambiente, floresta, desmatamento, INPE, Amazônia
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