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Mourão: Desmatamento foi além do aceitável na região amazônica

© AP Photo / Andre PennerDesmatamento da Amazônia (foto de arquivo)
Desmatamento da Amazônia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, declarou nesta segunda-feira (13) que o desmatamento na Amazônia passou o limite do aceitável.

O vice-presidente participou de um debate virtual, promovido nesta segunda-feira (13) pela Genial Investimentos nas redes sociais.

"A gente não nega que houve desmatamento além daquilo que pode ser considerado como aceitável, ou seja, dentro dos 20% de cada propriedade rural e fora das unidades de conservação e terras indígenas", afirmou Mourão, citado pela Agência Brasil.

O político destacou que o desflorestamento e as queimadas na região vivem uma escalada desde 2012, com pico no ano passado, sendo motivo de reações internacionais.

"De 2012 pra cá, nós entramos em uma ascensão do desmatamento, e consequentemente das queimadas, que se sucedem após a área desmatada, até que ano passado tivemos uma alta bem grande do desmatamento e que chamou a atenção do mundo a esse respeito", disse Mourão.

O vice-presidente, desde fevereiro, preside o Conselho da Amazônia. Segundo ele, o governo herdou um problema de gestões anteriores, com a falta de funcionários nos órgãos ambientais.

"Isso vem ocorrendo porque as nossas agências ambientais foram perdendo a sua capacidade operacional. Nós recebemos, no nosso governo, tanto o Ibama, como o ICMBio, com 50% do seu efetivo. E o efetivo que sobra não está destinado totalmente para a Amazônia. Esse pessoal está espalhado em outras áreas do Brasil", alegou Mourão.

O vice-presidente se tornou o principal interlocutor no governo em relação aos assuntos ambientais, depois da crise instaurada no Ministério do Meio Ambiente. O afastamento do atual chefe da pasta, Roberto Salles, está sendo cobrado em uma ação do Ministério Público Federal.

Na semana passada, Mourão se reuniu com empresários brasileiros e investidores estrangeiros, que cobraram ações para conter o desmatamento na Amazônia. Em junho, o governo recebeu uma carta de grupos empresariais internacionais com críticas à política ambiental brasileira e com ameaças de cessar os investimentos no país.

Durante o evento da Genial Investimentos, o vice-presidente adiantou que a situação na Amazônia será semelhante à enfrentada no ano passado.

"Nós devíamos ter começado o combate ao desmatamento em dezembro do ano passado, ou no mais tardar, em janeiro desse ano. Fomos começar agora em maio. O conselho foi criado só em fevereiro, até que a gente conseguisse se organizar", explicou.
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