00:00 14 Agosto 2020
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    O chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, disse nesta sexta-feira (22) que a apreensão do celular do presidente traria "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional". 

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, enviou três notícias-crime à Procuradoria Geral da República (PGR), apresentadas por partidos e parlamentares, que incluem pedidos de busca e apreensão do celular de Jair Bolsonaro, e também de seu filho, Carlos Bolsonaro.

    "O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", afirmou Heleno. 

    Os pedidos são desdobramentos do inquérito que investiga uma possível interferência do presidente Bolsonaro na Polícia Federal. Além da apreensão do celular, o depoimento de Bolsonaro também foi solicitado.

    'Inconcebível' e 'inacreditável'

    Por meio de nota, o chefe do GSI afirmou ainda que o pedido é "inconcebível e, até certo ponto, inacreditável". Além disso, referiu-se a decisão do ministro do STF como uma "interferência inadmissível". 

    "O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável. Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do presidente da República e na segurança institucional do país", afirmou. 

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    Tags:
    Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, celular, investigação, Polícia Federal, Sergio Moro, governo, STF, Celso de Mello, Jair Bolsonaro
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