04:37 03 Junho 2020
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    O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos - RJ) negou neste domingo (17) a informação de seu suplente, Paulo Marinho, de que teria recebido informações de forma extraoficial de um delegado da Polícia Federal (PF).

    Em entrevista à Folha de S. Paulo, Marinho disse que um delegado vazou para a equipe de Flávio em 2018 que a Operação Furna da Onça iria atingir seu então assessor Fabrício Queiroz. O suplente de Flávio também disse que a PF segurou a operação e só a deflagrou após o segundo turno e da eleição de Jair Bolsonaro

    As informações sobre as investigações teriam sido repassadas por um delegado da PF, não identificado por Marinho, que teria encontrado representantes de Flávio na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. Uma das pessoas presentes no encontro seria Val Meliga, "irmã de dois milicianos que foram presos [na Operação Quatro Elementos]", diz Marinho. 

    Em nota, Flávio acusa Marinho de fazer a denúncia por motivos eleitorais — o empresário é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB. O senador afirma que Marinho quer prejudicá-lo para assumir sua posição no Senado. 

    Confira a íntegra da nota de Flávio Bolsonaro:

    "O desespero de Paulo Marinho causa um pouco de pena. Preferiu virar as costas a quem lhe estendeu a mão. Trocou a família Bolsonaro por Dória e Witzel, parece ter sido tomado pela ambição. É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado. Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás? Sobre as estórias, não passam de invenção de alguém desesperado e sem votos."

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    Tags:
    operação, Polícia Federal, Flávio Bolsonaro
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