00:17 28 Novembro 2020
Ouvir Rádio
    Brasil
    URL curta
    0 11
    Nos siga no

    Uma rebelião com reféns em presídio de Manaus que durou mais de cinco horas chegou ao fim neste sábado (2), informou a Secretaria de Segurança do Amazonas. 

    Durante o motim, detentos fizeram sete agentes de reféns na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP). Segundo o governo, não houve mortes. 

    O secretário de Segurança, coronel Louismar Bonates, foi até o local e disse que a "situação" estava "normalizada". 

    "Nenhum refém ferido gravemente, apenas arranhões, e nenhum preso foi ferido. A situação já está normalizada. As bombas que foram soltas foram só de efeito moral", afirmou, segundo o portal G1. 

    A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Grupo de Intervenção Penitenciária foram até o presídio para negociar com os presos e ajudar a conter a rebelião. 

    Presos dizem que falta água e comida

    De acordo com a imprensa, os presos exigiam melhores condições e relatam situações de privação de água e comida.

    A rebelião começou por volta das 6h, durante o café da manhã, quando detentos serraram grades de duas celas e atacaram agentes penitenciários. A unidade tem 1.079 internos, mas o número de pessoas que participaram do motim não foi divulgado. 

    Mais tarde, no início da noite de sábado, a Secretaria de Segurança divulgou nota afirmando que 17 pessoas tinham ficado feridas, nenhuma seriamente: três agentes teriam se machucado ao pular das muralhas e cinco presos e dois policiais militares tiveram ferimentos durante as negociações. 

    Devido à pandemia do novo coronavírus, os detentos não podem receber visitas e novos presos ficam isolados. Até o momento, há dois casos positivos para COVID-19 dentro de presídios no Amazonas, nenhum deles na unidade de Manaus. 

    Desde o início do mês, após a descoberta de um túnel que detentos tentaram cavar para fugir da UPP, a polícia patrulha diariamente todas as unidades prisionais de Manaus. 

    Mais:

    Eduardo Cunha vai para prisão domiciliar por conta do coronavírus
    STJ autoriza prisão domiciliar para quem deve pensão alimentícia durante pandemia
    Ronaldinho Gaúcho tem prisão domiciliar concedida no Paraguai
    Tags:
    direitos humanos, rebelião, presos, prisão, Amazonas, segurança, Manaus, novo coronavírus, COVID-19
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar