03:42 02 Julho 2020
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    Brasil lidando com COVID-19 em meados de abril de 2020 (77)
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    Nelson Luiz Sperle Teich é o novo ministro da Saúde após o afastamento de Luiz Henrique Mandetta. Oncologista e empresário, Teich foi escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (16).

    A troca na pasta da Saúde ocorre após um período de desgaste entre o antigo titular e o presidente. Mandetta contrariou Bolsonaro publicamente e não o poupou de críticas em episódios em que Bolsonaro não seguiu as instruções da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

    Bolsonaro, por sua vez, também criticou Mandetta. Nesta quinta-feira, disse que a saída do ex-deputado federal do cargo ministerial foi um "divórcio consensual".

    Formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o novo ministro da Saúde afirma em seu LinkedIn que faz doutorado em Ciências da Saúde - Economia da Saúde pela Universidade de York, do Reino Unido.

    Ele também já prestou consultoria ao Hospital Albert Einstein e fundou a empresa Grupo Clínicas Oncológicas Integradas. Desde março de 2020, é consultor da Teich Health Care. Integrante informal da equipe de transição de Bolsonaro em 2018, segundo a revista Veja, foi cotado para a pasta da Saúde, mas acabou preterido por Mandetta.  

    Em sua rede social, Teich fez análises sobre a pandemia de coronavírus. 

    "A função daqueles que lideram e preparam o sistema de saúde para enfrentar problemas, como esse da COVID-19, não é ter uma estratégia 'Robin Hood', imaginando que existe um alvo preciso e vendo aquilo que é decidido hoje como o que vai definir o sucesso ou fracasso da estratégia e da abordagem. O sucesso vai depender da capacidade de colher dados críticos em tempo real, de incorporar e analisar essa base de dados atualizada, de ajustar as projeções quanto aos possíveis impactos das escolhas, rever as decisões e desenhar novas medidas e ações", escreveu o novo ministro em 24 de março. 

    No mesmo texto, o hoje ministro destaca que as previsões sobre o número de mortes causadas pela COVID-19 também "precisam levar em consideração o impacto de uma crise econômica nos níveis de saúde e mortalidade da população" e que ignorar os impactos econômicos da pandemia é um erro dos gestores.

    Em Brasília e discursando pela primeira vez como ministro, Teich defendeu a testagem em massa da população, o isolamento social e disse que não haverá mudanças radicais nas políticas públicas adotadas até o momento para lidar com o coronavírus. 

    O Brasil tem mais de 30 mil casos confirmados de COVID-19 e 1.924 pessoas já morreram por conta da enfermidade. 

    Tema:
    Brasil lidando com COVID-19 em meados de abril de 2020 (77)

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    Tags:
    COVID-19, novo coronavírus, pandemia, Jair Bolsonaro
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