15:08 15 Agosto 2020
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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)
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    O ministro da Saúde do Brasil disse que o país enfrenta um "problema sério" para obter ventiladores mecânicos suficientes e conversou com a China para tentar garantir que possa atender a um pedido de máscaras faciais à medida que as mortes por coronavírus se acelerem.

    O maior país da América Latina confirmou 13.717 casos do novo coronavírus, enquanto as mortes subiram para 667, ultrapassando 100 em 24 horas pela primeira vez.

    O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, revelou que conversou com o embaixador chinês nesta terça-feira para garantir o cumprimento dos pedidos de equipamentos médicos.

    "Precisamos trazer 40 milhões de máscaras da China", explicou ele em entrevista coletiva. "Estamos com dificuldades no mercado chinês para garantir essas compras".

    Uma fonte com conhecimento da conversa de Mandetta com o embaixador em Brasília comentou à agência Reuters que o Brasil também quer comprar ventiladores da China.

    As autoridades brasileiras estão tentando amenizar uma briga diplomática anterior depois que o ministro da Educação do Brasil e um filho do presidente Jair Bolsonaro criticaram a China por lidar com a crise.

    Rusgas com os EUA

    O coronavírus também causou tensões com os Estados Unidos. O embaixador dos EUA no Brasil nesta terça-feira negou relatos de que o governo dos EUA levou equipamentos médicos chineses encomendados pelo Brasil para combater a pandemia.

    Mandetta pontuou na semana passada que a China cancelou alguns pedidos de equipamentos brasileiros depois que o governo dos EUA enviou mais de 20 aviões de carga à China para comprar os mesmos produtos.

    Respirador é fotografado em uma UTI no Centro Médico de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha
    © REUTERS / Axel Heimken / Pool
    Respirador é fotografado em uma UTI no Centro Médico de Hamburg-Eppendorf, na Alemanha

    A mídia brasileira também informou que um embarque destinado ao Brasil foi desviado para uso nos Estados Unidos durante uma escala em Miami, depois que os fornecedores receberam preços mais altos.

    Mandetta retomou a liderança dos esforços do Brasil para impedir a propagação do vírus depois de ganhar o apoio do gabinete na segunda-feira em um confronto com Bolsonaro sobre a necessidade de reforçar o distanciamento social.

    O presidente perdeu o apoio ao minimizar a gravidade dos pandêmicos e chocou especialistas em saúde pública ao defender um relaxamento dos bloqueios estatais para impedir que a economia parasse.

    O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, falando nesta terça-feira ao lado de Mandetta, afirmou que o banco agiu com mais ousadia e rapidez do que nunca para injetar liquidez no sistema financeiro brasileiro. Ele disse que um pacote de medidas representa mais de 16% do Produto Interno Bruto (PIB).

    A S&P Global Ratings baixou na segunda-feira sua perspectiva sobre a dívida soberana do Brasil para "estável", citando o enorme esforço fiscal para amenizar o golpe econômico do surto, o que provavelmente aumentará o déficit fiscal nominal do governo para 6% no ano passado, para 12% do PIB.

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    COVID-19 no Brasil no início de abril de 2020 (99)

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    Tags:
    relações bilaterais, novo coronavírus, COVID-19, saúde, diplomacia, Abraham Weintraub, Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro, China, Brasil
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