19:58 03 Abril 2020
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    No dia em que o ministro da Justiça, Sergio Moro, esteve no Ceará, foram registradas 23 homicídios no estado, fazendo o número de assassinatos durante greve de policiais militares subir para 170. 

    Nesta terça-feira (25) a paralisação chegou ao seu oitavo dia, com três batalhões da Polícia Militar fechados.

    As 23 mortes ocorreram na segunda-feira (24), quando o ministro participou no Ceará de uma reunião para acompanhar a operação de Garantia da Lei e da Ordem no estado. 

    Ao todo, de meia-noite de quarta-feira (19) às 23h59 de segunda-feira (24), houve 170 assassinatos no Ceará. 

    O motim começou na terça-feira (18), quando homens encapuzados identificados como agentes invadiram e ocuparam quarteis, depredando veículos da polícia. 

    Os Policiais militares reivindicam melhores condições de trabalho e aumento salarial acima do proposto pelo governador Camilo Santana (PT). 

    'Situação sob controle'

    Na segunda-feira, Moro disse que a "situação está sob controle" no estado. Ele participou de reunião ao lado de Santana e dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Advocacia-Geral da União, André Luiz Mendonça. 

    "Não há uma situação de absoluta desordem nas ruas", afirmou o ministro, que sobrevoou a região metropolitana de Fortaleza, segundo matéria publicada pelo portal G1.  

    Segundo entendimento da Constituição reforçado pelo Supremo Tribunal Federal, greve de policiais e categorias militares são proibidas. 

    Antes de motim, média de homicídios era de 6

    Antes do início do motim, a média diária de homicídios no Ceará em 2020 era de seis. Apesar do alto número de assassinatos, os últimos dias registraram uma tendência de queda nesse tipo de crime em relação ao início do motim. Na última sexta-feira (21) o número de homicídios atingiu seu auge, com 37 mortes. 

    Por conta da crise na segurança, a Força Nacional e o Exército passaram a atuar no estado. 

    Na quarta-feira (19), o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) investiu em uma retroescavadeira contra policiais amotinados no 3º Batalhão da Polícia Militar em Sobral, no interior do Ceará. Ele foi baleado no peito e passou cinco dias internado.

    Tags:
    segurança, justiça, Sergio Moro, Crise, policiais, Polícia Militar, greve, Ceará
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