16:36 05 Junho 2020
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    O governo do Ceará decidiu afastar 167 policiais militares por participação na paralisação que criou uma profunda situação de insegurança no estado nos últimos dias.

    De acordo com informações oficiais citadas pelo Diário do Nordeste, esses agentes também estariam ligados a grupos responsáveis por promover motins em diferentes cidades cearenses. Eles já estão fora da folha de pagamento e deverão ficar fora de serviço por, pelo menos, 120 dias, além de responder a processos disciplinares. 

    ​Números da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) também mencionados pela reportagem dão conta de que, entre o início dos tumultos, na última terça-feira, e o final da noite de ontem, ao menos 93 mortes violentas foram registradas no Ceará. Os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) incluem homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

    A fim de conter o caos provocado pelos motins dos PMs, 2,5 mil soldados do Exército e 150 agentes da Força Nacional foram destacados pelo governo federal para ajudar a garantir a segurança nas ruas do Ceará. A medida foi decretada na última quinta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, um dia após o ex-governador e senador Cid Gomes levar dois tiros durante uma tentativa de interromper a paralisação dos policiais militares na cidade de Sobral.

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    Tags:
    Jair Bolsonaro, Cid Gomes, assassinatos, greve, paralisação, motim, crise, polícia, governo, Polícia Militar, PM, Ceará
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