11:52 22 Setembro 2018
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    Brasil tem terceira maior taxa de juros reais do mundo atrás de Turquia e Rússia

    Ex-assessor de José Dirceu e lobista do MDB são alvos de desdobramento da Lava Jato

    Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas
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    A Força-Tarefa da Operação Lava Jato deflagrou nesta quinta-feira mais um desdobramento, intitulado Rizoma, que tem como alvo Marcelo Borges Sereno, ex-assessor do petista José Dirceu, e Milton Lyra, tido como operador de um senador do MDB. Eles e outros estariam envolvidos em fraudes da ordem de R$ 20 milhões em fundos de pensão.

    Segundo os investigadores, recursos de fundos de pensão Postalis e Serpros eram enviados para firmas no exterior, que por sua vez eram conduzidas por um operador financeiro do Brasil. Aparentemente regulares, as remessas tratavam de operações e prestações de serviços falsas, e posteriormente eram transformadas em propina por doleiros.

    Pelo menos dois doleiros ligados ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (MDB), foram identificados como participantes da fraude.

    O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos trabalhos da Lava Jato no Rio de Janeiro, autorizou a operação desta quinta-feira – que por sua vez é um desdobramento também de outras duas ações, Eficiência e Unfair Play 1º Tempo –, na qual policiais cumpriram 21 mandados de busca e apreensão, no Rio, no Distrito Federal e em São Paulo.

    Assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Sereno era considerado uma espécie de braço direito do então ministro José Dirceu, e foi depois secretário nacional de comunicação do partido. Ele foi preso nesta quinta-feira, assim como o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado.

    Uma das empresas de Machado possui movimentações suspeitas da ordem de R$ 2,8 bilhões. O empresário já é investigado na Operação Encilhamento, que investiga fraudes envolvendo a aplicação de recursos de previdências municipais em fundos de investimento com debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada, em um esquema de R$ 1,3 bilhão.

    Já Lyra seria operador direto do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e é alvo de outras investigações no âmbito da Lava Jato. Ao jornal O Estado de S. Paulo, a defesa afirmou que as atividades profissionais dele são lícitas e que ele segue a disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários.

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    Tags:
    Operação Lava Jato, Operação Rizoma, lavagem de dinheiro, doleiros, propina, fundos de pensão, corrupção, Serpros, Correios, Postalis, Polícia Federal, Sérgio Cabral, Arthur Mário Pinheiro Machado, Marcelo Bretas, José Dirceu, Marcelo Borges Sereno, Renan Calheiros, Milton Lyra, Rio de Janeiro, Brasil
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