21:47 23 Maio 2019
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    Presidente da República Michel Temer durante a posse do ministro da Cultura, Roberto Freire, em Brasília. Dia 23 de novembro de 2016.

    Temer deve se candidatar à presidência, segundo cúpula do DEM

    © REUTERS / Ueslei Marcelino
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    Apesar negar repetidas vezes as intenções de concorrer à presidência, cúpula do DEM acredita que intervenção é sinal de que o presidente deve sim colocar seu nome nas urnas em 2018.

    A informação foi divulgada pela jornal Folha de São Paulo na coluna de Daniela Lima. Segundo o texto, a candidatura é dada como certo devido ao decreto de Intervenção Federal no Rio de Janeiro.

    Para os dirigentes do DEM, esse movimento político seria uma apropriação de uma pauta que é parte fundamental do discurso que vinha sendo assumido também por Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Analistas também tem associado o movimento da Intervenção como um ataque ao discurso do pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O deputado se manifestou de forma crítica à Intervenção nas redes sociais, porém ratificou a medida com seu voto na Câmara na noite de segunda-feira (19). Em entrevista ao Poder 360, o deputado federal disse que Temer não roubou sua pauta.

    O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha afirmou que a hipótese de candidatura de Temer não está excluída, apesar de que o presidente ainda não assumiu a possibilidade publicamente. 

    Em entrevista recente, o presidente negou a possibilidade, apesar de deixar espaços para interpretações com expressões como "por enquanto" e "no momento".

    Em outro momento também acenou para a possibilidade de realizar medidas para diminuir sua alta impopularidade, o que explicaria, em partes, a intervenção.

    Um possível candidatura de Michel Temer pode atrapalhar os planos de outro membro de seu governo, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que já havia aberto negociações dentro do PMDB para se lançar como candidato do governo.

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    Tags:
    Intervenção Federal no Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, Michel Temer, Eliseu Padilha, Brasília, Brasil
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