07:52 27 Setembro 2021
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    Treze indústrias brasileiras de lácteos estão prestes a enviar seus produtos para a Rússia

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    Pelo menos 13 empresas brasileiras do setor de lácteos estão aguardando autorização da Rússia para iniciar a exportação dos seus produtos para aquele país.

    A informação, divulgada por Odílson Ribeiro, diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias do Ministério da Agricultura, foi confirmada por Marcelo Costa Martins, diretor-executivo da Viva Lácteos, em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil.

    Segundo Marcelo Costa Martins, que também é consultor setorial do Ministério da Agricultura, o processo de habilitação dessas 13 empresas está praticamente no final, e agora só depende das autoridades sanitárias da Rússia a concessão de autorização para o embarque dos produtos.

    Sediada em Brasília e fundada em 8 de abril de 2014, a Viva Lácteos é uma associação que reúne 23 das mais importantes empresas do setor e também entidades como a ABIQ (Associação Brasileira da Indústria de Queijo), G100 (Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios) e a ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida).

    A seguir, a entrevista com o engenheiro agrônomo Marcelo Costa Martins.

    Sputnik: Temos a informação de que 13 plantas industriais brasileiras da área de laticínios aguardam autorização para enviar seus produtos à Rússia. Como estão estas negociações?

    Marcelo Costa Martins: Recentemente, em meados de julho, a Ministra Kátia Abreu esteve com autoridades russas. Na reunião ela demandou a habilitação de 13 novas plantas industriais a exportarem para a Rússia e desde então nós estamos no aguardo da habilitação destas plantas. O Ministério da Agricultura recorrentemente está conversando com a autoridade russa, e a expectativa é de que até meados do mês de setembro nós tenhamos mais estas 13 plantas habilitadas para exportação.

    S: O que estas indústrias enviarão para a Rússia?

    MCM: Principalmente manteiga, queijo e, dependendo das condições do mercado internacional, também leite em pó.

    S: Em quais Estados se localizam estas indústrias?

    MCM: A grande maioria dessas plantas industriais está nas Regiões Sul e Sudeste.

    S: Do ponto de vista da Rússia, os biólogos, veterinários e sanitaristas russos continuam visitando as indústrias brasileiras?

    MCM: No caso específico de lácteos, nós temos um acordo – o Governo brasileiro com o Governo russo – em que, por meio de um certificado sanitário internacional, as indústrias brasileiras são auditadas, inspecionadas pelas autoridades brasileiras cumprindo todos os requisitos sanitários relacionados à sanidade do leite, mais a questão da qualidade demandada pelos russos. Emite-se um documento informando que aquele leite e aqueles produtos lácteos atendem, na íntegra, à demanda, às necessidades russas para exportação. O documento vai para a autoridade russa e ela, de posse de todas essas informações, publica no site o nome da planta industrial e os produtos que ela está habilitada a exportar. Neste momento o Ministério da Agricultura do Brasil emite uma circular e a planta passa a ser habilitada.

    S: E como vai esse procedimento?

    MCM: Todo este procedimento já foi feito, as informações foram encaminhadas à autoridade russa e nós aguardamos apenas a publicação no site da autoridade russa, para que o Ministério da Agricultura possa emitir uma circular, e então se inicia o processo de exportação do produto. Boa parte dessas empresas que solicitaram habilitação recentemente já têm contatos e negócios previamente discutidos com importadores russos. Estamos na expectativa da habilitação para concretizar esses negócios. O Ministério da Agricultura fez um acompanhamento em relação aos requisitos sanitários para que o produto que chegue à Rússia atenda a todas as especificidades e a todas as necessidades do consumidor russo.

    Tags:
    Brasil, Rússia, Kátia Abreu, Marcelo Costa Martins, ABIQ, G100, ABLV, Viva Lácteos, exportação, agricultura, leite
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