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    Os EUA enviam regularmente navios de guerra para o mar do Sul da China e para o estreito de Taiwan sob pretexto de liberdade de navegação nesta hidrovia.

    Estas missões são contestadas pela China, que considera Taiwan parte inalienável do seu território e, por essa razão, encara a presença das forças de Washington na região como desrespeito aos assuntos internos de Pequim.

    Kurt Campbell, coordenador do Conselho de Segurança Nacional dos EUA para o Indo-Pacífico, comentou, em uma conferência do Conselho Global do Financial Times, que Washington não está planejando abandonar sua política de "ambiguidade estratégica" no que toca à questão de os EUA responderem ou não a uma possível invasão de Taiwan pela China.

    Campbell explica que tal estratégia tem suas vantagens, mas também tem seus pontos fracos. Por essa razão, ele acredita que Washington precisa de formular uma nova política que envolva "diplomacia, inovação em defesa e capacidades próprias [dos EUA]", disse ele, citado pela mídia estadunidense.

    "A melhor maneira […] é enviar uma mensagem bem consolidada […] à liderança chinesa, para que ela não contemple qualquer conjunto ambicioso e perigoso de passos provocativos no futuro", afirmou Campbell, citado pelo Financial Times.

    Pequim discorda fortemente da política da Casa Branca, insistindo que as repetidas missões militares dos EUA nas águas do disputado mar do Sul da China e do estreito de Taiwan não promovem a paz, mas, ao contrário, podem provocar um confronto armado entre as duas nações, caso ocorra um incidente.

    O gigante asiático tem trabalhado em seu poder de resposta ante o que chama de "provocações de Washington". Na semana passada, após Pequim concluir manobras militares no mar do Sul da China (em resposta aos exercícios conduzidos pelos EUA na mesma região) o porta-voz da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP) da China, Gao Xiucheng, afirmou que Pequim passaria a organizar treinamentos regulares na zona.

    Durante a anterior administração Trump, Washington se envolveu em conversações com Taiwan para vender armas avançadas à ilha a fim de resistir a um possível ataque da China continental. A Casa Branca, no entanto, não deu até agora uma resposta direta para saber se seus militares responderão ou não a uma tentativa chinesa de invadir Taiwan.

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    Tags:
    provocação, Mar do Sul da China, Taiwan, China, EUA
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