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    No domingo (4), o ministro das Relações Exteriores e conselheiro de Estado da China, Wang Yi, exortou os EUA a respeitarem os interesses de Pequim, e a observarem corretamente o desenvolvimento da China.

    O chanceler chinês deu seu parecer em respostas da mídia sobre as relações sino-americanas, após encontros com seus homólogos de Singapura, Malásia, Indonésia, Filipinas e Coreia do Sul.

    De acordo com o jornal Global Times, os chanceleres que se encontraram com Wang consideraram o desenvolvimento do gigante asiático uma necessidade histórica, ao passo que Wang Yi comentou que o desenvolvimento chinês está em conformidade com as expectativas e interesses comuns de longo prazo na região que, por sua vez, não deveriam ser perturbados.

    Em declaração, Wang disse que os ministros com quem se encontrou acreditam que diante dos desafios impostos pela globalização e pela era pós-pandemia, os EUA e a China deveriam ter mais diálogo e cooperação na região. Em vez de se envolverem em jogos conflituosos, as duas potências deveriam cumprir suas obrigações e mostrar responsabilidade.

    Perante tal opinião, Wang sublinhou que o posicionamento chinês é claro, e que a China está pronta para entrar em diálogo onde haja respeito mútuo. No entanto, o diplomata sublinha que "a China não vai aceitar que haja qualquer nação no mundo que possa se colocar a si mesma como superior às outras, e que qualquer nação tenha a palavra final em assuntos globais. Se os EUA continuarem confrontando, a China vai responder calmamente e sem medo", anunciou Wang, citado pelo South China Morning Post.

    Wang Yi acredita ser possível que Washington e Pequim cooperem, mas, para tal, é necessário o respeito dos assuntos internos de cada um. Segundo o chanceler chinês, Pequim jamais aceitaria exigências e condições unilaterais dos EUA.

    Observadores diplomáticos dizem que Pequim está, de fato, buscando melhorar as relações com Washington, o que não vai ser, ainda mais depois do encontro entre as nações no estado norte-americano do Alasca. Após a reunião, os EUA impuseram novas sanções sobre autoridades e entidades chinesas pelas alegadas violações dos direitos humanos da comunidade uigur em Xinjiang.

    A China, por sua vez, continua apelando ao diálogo, de modo a contribuir positivamente para a estabilidade regional e para a paz mundial. Porém, avisa que se EUA preferirem continuar conflitando, a China não recuará.

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    Tags:
    China, EUA, Ásia, Indo-Pacífico, tensões, assuntos internos
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