13:03 16 Abril 2021
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    A administração de Joe Biden, presidente dos EUA, afirmou que todas as opções permanecem sobre a mesa em relação aos últimos 2.500 homens destacados no Afeganistão.

    O governo afegão rejeitou a proposta dos EUA de impulsionar as negociações de paz com o Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em diversos países). Reiterando que vários líderes do Talibã estão baseados em Islamabad, o governo afegão afirmou que o Paquistão é parte direta do conflito no Afeganistão e tratá-lo como um "vizinho normal" não ajudaria no processo de paz no país dilacerado pela guerra.

    "O Paquistão é parte direta do conflito e da crise afegã. Tratá-los como vizinhos normais não ajudará no processo de paz. Definir seu papel na guerra e na paz deve fazer parte da discussão. Silêncio, cobertura de açúcar, apaziguamento ou simplesmente ignorar não vai ajudar. Os líderes do Talibã estão no Paquistão", disse o primeiro vice-presidente do Afeganistão, Amrullah Saleh nesta segunda-feira (8) durante no sétimo aniversário da morte do marechal Mohammad Qasim Fahim.

    O Paquistão há muito é acusado de apoiar terroristas do Talibã no Afeganistão e acredita-se que dezenas dos principais líderes do Talibã afegão estão escondidos no Paquistão.

    Fronteira entre Paquistão e Afeganistão, na cidade paquistanesa de Angore Adda
    © AP Photo / Mohammad Yousaf
    Fronteira entre Paquistão e Afeganistão, na cidade paquistanesa de Angore Adda

    Carta da discórdia

    O plano de paz apresentado pelos EUA foi acompanhado por uma carta do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ao presidente afegão Ashraf Ghani. Nela, Blinken avisa Ghani que Washington ainda estuda a retirada de suas tropas em 1º de maio, o que pode levar a "rápidos avanços territoriais" dos insurgentes.

    De acordo com a carta, os EUA estão buscando esforços diplomáticos de alto nível "para atingir objetivos de forma mais fundamental e rápida em direção a um acordo e a um cessar-fogo permanente e abrangente" no Afeganistão.

    O vice-presidente Saleh garantiu que não está "preocupado com a carta" e que apenas um governo que saiu das urnas pode governar o país. " Eles podem decidir sobre suas tropas, não sobre o povo do Afeganistão", declarou.

    Uma porta-voz do Departamento de Estado se recusou a confirmar a veracidade da carta, mas disse que no domingo (7) os EUA "não tomaram nenhuma decisão sobre a postura de força no Afeganistão depois de 1º de maio. Todas as opções permanecem sobre a mesa".

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    Tags:
    EUA, Talibã paquistanês, Talibã, Afeganistão, afegão, Paquistão
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