17:40 16 Abril 2021
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    Investigações indicam o Irã como encarregado pelo ataque e evidenciam que um controle remoto foi utilizado a distância para explodir estrategicamente o dispositivo.

    Nesta segunda-feira (8), autoridades indianas concluíram que a explosão de um dispositivo do lado de fora da Embaixada de Israel em Nova Deli no dia 29 de janeiro foi realizada pelo Irã, através da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), segundo o Hindustan Times.

    As autoridades também afirmaram que o dispositivo foi acionado por um módulo local usando um controle remoto. Novas análises sobre a natureza do equipamento ainda são aguardadas, mas o que se sabe até agora é que era um explosivo de nitrato de amônio-óleo combustível com um detonador elétrico ou um dispositivo PETN (tetranitrato de pentaeritritol) mais sofisticado.

    Esses elementos apontam para um ataque mais profissional e menos amador, diferente do que se pensou no começo das apurações, segundo a mídia.

    "O fato de a bomba não ser de alta intensidade, sem alvos humanos em mente, foi talvez porque os iranianos não queriam entrar em conflito com uma nação amiga como a Índia. Mas a mensagem foi clara e a ameaça é real", disse um dos investigadores do caso que não quis ser identificado citado pela mídia.

    A explosão não deixou vítimas, mas danificou vários carros estacionados no local. Em seguida, uma carta foi recuperada endereçada ao embaixador israelense na Índia, Ron Malka, chamando-o de "terrorista" e "demônio de uma nação terrorista".

    A carta também jurava vingança para os criadores da Força Quds, Qassem Soleimani e Abu Mehdhi Al Muhandis, ambos mortos em um ataque de drones pelos EUA em janeiro de 2020 em Bagdá, e para o físico nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh, que foi alvo de um ataque com carro-bomba em novembro de 2020.

    Policiais, investigadores e jornalistas perto da Embaixada de Israel em Nova Deli, local onde um dispositivo foi explodido em 29 de janeiro de 2021
    © AP Photo / Manish Swarup
    Policiais, investigadores e jornalistas perto da Embaixada de Israel em Nova Deli, local onde um dispositivo foi explodido em 29 de janeiro de 2021

    Tanto antes como depois do ataque, havia falsos marcadores cibernéticos deixados no Afeganistão para que os principais culpados pudessem ser protegidos, isso também mostraria que o planejamento foi feito em detalhes com possíveis corridas de reconhecimento do alvo diplomático, de acordo com a mídia.

    As ramificações do envolvimento iraniano no ataque à Embaixada de Israel foram bem sérias, já que o governo Modi se esforçou para manter os laços com Teerã, apesar da pressão global. Na visão da mídia indiana, haverá alguma ação em resposta desta vez.

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    Tags:
    ataque, explosão, Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, israel, Índia
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