15:36 29 Outubro 2020
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    O conflito entre Azerbaijão e Armênia, que dura desde 1988, foi reacendido em 27 de setembro, mas, mesmo após um cessar-fogo no sábado (10), foram ouvidos disparos, levando à troca de acusações de violação pelos lados envolvidos.

    Dmitry Kiselev, diretor-geral da agência Rossiya Segodnya, entrevistou paralelamente os líderes da Armênia, Nikol Pashinyan, e do Azerbaijão, Ilham Aliev, fazendo perguntas e dando tempo iguais aos dois entrevistados.

    Durante entrevista, Aliev lembrou que em 27 de setembro, o Azerbaijão foi submetido a um ataque das Forças Armadas da Armênia, que não foi o primeiro nos últimos três meses. Apesar disso, diz, as operações de combate azeris têm sido de alto sucesso para o Exército do Azerbaijão, conseguindo romper a sólida defesa do inimigo.

    "Expulsamos os ocupantes das alturas estratégicas da cordilheira Murovdag e continuamos nossa operação bem-sucedida para restaurar a integridade territorial de nosso país", comenta.

    Em se tratando de grupos armados estrangeiros envolvidos nas hostilidades, o presidente azeri relatou que "ninguém nos apresentou provas sobre a presença de agrupamentos armados estrangeiros no território do Azerbaijão, que participem destes combates", e que posição oficial é que "não temos nenhuns mercenários estrangeiros".

    Aliev ressaltou a importância da integridade territorial do Azerbaijão, que não pode ser violada sob nenhuma circunstância.

    "No que se trata de linhas vermelhas, já falamos sobre isso e os membros do Grupo de Minsk sabem disso: em nenhuma circunstância Azerbaijão aceitaria a violação de sua integridade territorial, em nenhuma circunstância Azerbaijão aceitaria a independência do Nagorno-Karabakh. Mas ao mesmo tempo, nossa proposta partiu da ideia que no futuro, no território do Nagorno-Karabakh devem coexistir em paz as comunidades azeri e armênia."

    Também o presidente sublinhou que "hoje as forças armênias de ocupação estão localizadas em territórios do Azerbaijão internacionalmente reconhecidos, e isto não pode ser justificado por nada: nem em termos de direito internacional, nem em termos de moral humana."

    O presidente azeri também se pronunciou sobre premiê armênio, Nikol Pashinyan:

    "Eu costumo dizer que Pashinyan é um produto de Soros famoso bilionário, e acho que todos concordarão comigo. Mas Soros já nem sequer é uma pessoa, é um conceito. Não excluo que mesmo então tenham sido colocadas em uso tais ferramentas para destruir o grande país [URSS].", comenta.

    Leia aqui a entrevista com Ilham Aliev na íntegra

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    Tags:
    Nagorno-Karabakh, Nikol Pashinyan, Rossiya Segodnya, Dmitry Kiselev, Azerbaijão, Armênia
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