11:03 15 Dezembro 2019
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    Manifestantes usam carrinhos de bagagem para bloquear a passagem para os portões de embarque durante uma demonstração no aeroporto de Hong Kong

    Após confrontos e fechamento, aeroporto de Hong Kong retoma voos

    © AP Photo / Vincent Yu
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    O aeroporto de Hong Kong retomou suas operações nesta quarta-feira (14) ao remarcar centenas de voos que foram interrompidos nos últimos dois dias por manifestantes que entraram em confronto com policiais em um novo capítulo da crise da cidade controlada pela China.

    Dez semanas de confrontos cada vez mais violentos entre a polícia e os manifestantes pró-democracia, irritados com a percepção de erosão das liberdades, mergulharam o centro financeiro asiático em sua pior crise desde que deixou de ser um território britânico em 1997.

    Cerca de 30 manifestantes permaneceram no aeroporto na manhã de quarta-feira, enquanto os trabalhadores limparam o sangue e os detritos da noite para o dia. Os balcões de check-in reabriram com filas de centenas de viajantes cansados ​​que esperaram durante a noite por seus voos.

    A polícia condenou atos violentos de manifestantes durante a madrugada e disse que um grande grupo "assediou e agrediu um turista e um jornalista". Cinco pessoas foram detidas, disse a polícia, elevando o número de pessoas presas desde o início dos protestos, em junho, para mais de 600 pessoas.

    Em Washington, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o governo chinês está transferindo tropas para a fronteira com Hong Kong e pediu calma.

    A China condenou alguns manifestantes por usar ferramentas perigosas para atacar a polícia, dizendo que os confrontos mostraram "brotos de terrorismo". Os protestos representam um dos maiores desafios para o presidente chinês, Xi Jinping, desde sua chegada ao poder em 2012.

    Os manifestantes dizem que estão lutando contra a erosão do arranjo "um país, dois sistemas" que consagrou certa autonomia a Hong Kong quando retornou à China em 1997.

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    Tags:
    Hong Kong, China
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