08:15 23 Outubro 2019
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    Lançamento de míssil balístico da Coreia do Norte

    Aliados de Kim Jong-un, Rússia e China condenam novo teste balístico da Coreia do Norte

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    Os governos da Rússia e da China condenaram e viram com preocupação o mais recente teste balístico conduzido pela Coreia do Norte, um país aliado de ambas as nações, mas que voltou a conduzir uma prova com um míssil – a 16ª atividade do gênero apenas neste ano.

    "Sem dúvida, outro lançamento de mísseis é uma ação provocadora que gerará um aumento adicional das tensões e posterga o momento do início da solução para a crise", disse Dmitri Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, a jornalistas nesta quarta-feira.

    O oficial do Kremlin enfatizou que a Rússia condena o lançamento do míssil balístico intercontinental Hwasong-15 pela Coreia do Norte e espera que todas as partes possam "permanecer calmas" para que a situação na península não piore.

    Peskov também comentou como Pyongyang reagiu à proposta feita por Moscou e Pequim para normalizar a situação na península, com o duplo congelamento de testes norte-coreanos e de exercícios militares conjuntos de EUA e Coreia do Sul.

    "No momento, não há motivo para um otimismo substancial", disse o porta-voz russo.

    Pequim chama a atenção de Pyongyang

    Já a China expressou "profunda preocupação" com o mais recente lançamento de um míssil balístico realizado por Pyongyang e instou a Coreia do Norte a cumprir as resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, de acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Jeng Shuang.

    "Instamos a Coreia do Norte a respeitar os requisitos das resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e a pôr fim a ações que levem a uma agravação das tensões na Península da Coreia", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em uma conferência de imprensa.

    O míssil norte-coreano Hwasong-15 foi lançado na manhã desta quarta-feira (horário local), de uma localidade ao norte de Pyongyang. O projétil cobriu uma distância de 950 quilômetros e, durante o seu voo, atingiu uma altitude de 4.475 metros.

    De acordo com dados do Ministério da Defesa do Japão, o míssil se dividiu antes de cair cerca de 250 quilômetros a leste da prefeitura japonesa de Aomori, na zona econômica exclusiva deste país. Ainda segundo Tóquio, o projétil "é capaz de transportar não apenas armas nucleares, mas também biológicas e químicas".

    Segundo o governo de Kim Jong-un, o teste com o Hwasong-15 foi "bem-sucedido" e o míssil "pode chegar a todas as partes dos EUA".

    Poucas horas após o teste, EUA, Japão e Coreia do Sul solicitaram uma reunião de urgência da ONU.

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    diplomacia, mísseis balísticos intercontinentais, armas nucleares, Hwasong-15, icbm, testes balísticos, Conselho de Segurança da ONU, Kremlin, Jeng Shuang, Dmitry Peskov, Vladimir Putin, Kim Jong-un, Península da Coreia, Rússia, China, Coreia do Norte
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