12:59 14 Dezembro 2017
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    Líder norte-coreano Kim Jong-un supervisiona o que seria uma versão miniaturizada de uma bomba de hidrogênio, ainda mais potente do que uma bomba atômica

    Trump toparia? Coreia do Norte revela condição para desistir de vez das armas nucleares

    © AP Photo/ KCNA
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    A Coreia do Norte sugeriu uma condição na qual poderia abandonar de vez o seu programa de armas nucleares, como quer os Estados Unidos e a comunidade internacional. Contudo, isso envolveria uma difícil decisão para a Casa Branca.

    Segundo reportagem da revista estadunidense Newsweek, Pyongyang toparia deixar o seu desenvolvimento de armas nucleares no caso dos EUA tomarem esse caminho primeiro.

    O jornal oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, o Rodong Sinmun, pediu na última quarta-feira ao presidente dos EUA, Donald Trump, que pare de promover o arsenal nuclear e prosseguir uma política de não proliferação de armas atômicas.

    Pyongyang disse que só precisa de armas de destruição em massa para impedir Washington de derrubar o governo do líder Kim Jong-un, algo que os EUA prometeram fazer pela força, no caso de as autoridades norte-coreanas não acabarem com seu programa nuclear.

    "Ninguém tem o direito de nos condenar"

    "O acesso da Coreia do Norte a armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais é uma escolha justa por razões de autodefesa para lidar com a ameaça nuclear dos EUA, para que ninguém tenha o direito de condená-la", disse o texto da mídia oficial norte-coreana.

    De acordo com o Rodong Sinmun, a desnuclearização é a aspiração e o desejo da humanidade, para os quais "os EUA e outros países que possuem os maiores arsenais nucleares devem liderá-lo".

    Além disso, no mesmo artigo foi descrito como um "sonho estúpido" tentativa de Trump de buscar o desmantelamento de armas nucleares na Coreia do Norte. Em vez disso, Pyongyang exorta Washington a "reconhecer, respeitar e conviver com a Coreia do Norte como um Estado nuclear".

    Desde o primeiro teste nuclear norte-coreano, em 2006, os EUA lideraram uma campanha internacional de sanções para pressionar as autoridades do Estado asiático em direção ao desarmamento.

    A presidência de Trump testemunhou uma escalada de tensão liderada pela troca de ameaças, a expansão da presença militar dos EUA na região da Ásia-Pacífico e pela intensificação das manobras militares que ocorrem perto da Coreia do Norte.

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    Tags:
    diplomacia, guerra, programa nuclear, arsenal nuclear, Rodong Sinmun, Donald Trump, Kim Jong-un, Estados Unidos, Coreia do Norte
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