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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já disse reiteradas vezes que "todas as opções estão sobre a mesa" quando o assunto é pôr um fim nas provocações e no programa nuclear da Coreia do Norte. Entretanto, a saída militar poderia passar por um ataque preventivo, algo que tem cada vez menos chances de funcionar.

    Isto porque o governo norte-coreano vem alterando os locais de lançamentos de seus mísseis ano após ano, em uma prova aos norte-americanos de que o país asiático poderia lançar mão de suas armas de qualquer região. A avaliação foi feita por especialistas ao jornal sul-coreano Korea Times nesta quinta-feira.

    A Coreia do Norte lançou mísseis de pelo menos 20 locais diferentes desde 1984, o que torna difícil a detecção por parte de EUA e da Coreia do Sul, tanto para fins de defesa quanto para um eventual ataque preventivo que quisesse destruir as capacidades de Pyongyang antes que o governo local pudesse ameaçar outros países.

    Imagem gráfica de 20 locais já utilizados pela Coreia do Norte para lançar os seus mísseis desde 1984
    © Foto / Reprodução / Iniciativa de Ameaça Nuclear
    Imagem gráfica de 20 locais já utilizados pela Coreia do Norte para lançar os seus mísseis desde 1984
    O Centro James Martin para Estudos de Não-Proliferação em Monterey, no estado americano da Califórnia, uma organização não-governamental destinada a reduzir a propagação de armas de destruição em massa, postou os locais de testes de mísseis da Coreia do Norte em um mapa em um site administrado pela Iniciativa de Ameaça Nuclear.

    Entre os 20 locais apontados, havia cinco na província de North Pyongan e na província de Kangwon (da qual foram lançados mais mísseis), quatro na província de Pyongan do Sul, dois na província de Hwanghae do Norte e um em Pyongyang, na província de Chagang, na província de Hamgyong Norte e na província de Hamgyong.

    No total, a Coreia do Norte já realizou 115 testes de mísseis, incluindo o disparo de um míssil balístico de médio alcance Hwasong-12 de um local de lançamento perto do Aeroporto Internacional Pyongyang Sunan, na terça-feira. O míssil sobrevoou o Japão e causou consternação em Tóquio e em Washington.

    Para a Iniciativa de Ameaça Nuclear, “as mudanças no comportamento de teste da Coreia do Norte são consistentes com um programa de mísseis balísticos de longo alcance cada vez mais capaz e perigoso”.

    "Embora o programa de mísseis da Coreia do Norte se tenha originado com alguns testes, muitas vezes menosprezados, em um canto isolado do país, ele evoluiu para um arsenal de sistemas de entrega capaz de implantar uma ameaça nuclear nítida. À medida que as unidades de mísseis mais confiáveis da Coreia do Norte treinam para uma guerra nuclear, o míssil de alcance mais longo permanece em desenvolvimento", conclui a instituição.

    Assim, os temores expostos por figuras como o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, que descartam uma solução militar porque as perdas seriam enormes – e nem mesmo as poderosas Forças Armadas estadunidenses poderiam neutralizam preventivamente todas as armas de Pyongyang – se mostram justificáveis.

    Para o governo de Kim Jong-un, o tempo é um aliado tanto para o desenvolvimento do seu míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês), quanto para manejar os seus armamentos por diferentes pontos do país.

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    Tags:
    icbm, Hwasong-14, Hwasong-12, mísseis balísticos, mísseis balísticos intercontinentais, ataque preventivo, Centro James Martin para Estudos de Não-Proliferação, Iniciativa de Ameaça Nuclear, Kim Jong-un, Donald Trump, Pyongyang, Kangwon, Estados Unidos, Coreia do Norte
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