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    O Ministério da Defesa britânico revelou que os Estados Unidos estão treinando tropas britânicas em suas bases militares em Okinawa, violando assim o Tratado de Segurança entre os EUA e o Japão.

    De acordo com o comando da Marinha Real na cidade de Portsmouth, dois tenentes da Marinha Real, junto com militares americanos, efetuaram vários treinamentos nos campos norte-americanos de Schwab e Hansen do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos em Okinawa, em janeiro de 2015.

    Shinzo Abe durante a sessão do parlamento japonês de 28 de julho de 2015
    © AFP 2020 / KAZUHIRO NOGI
    Esta deslocação de militares britânicos viola o acordo entre Japão e EUA assinado em 1960. O tratado permite aos EUA participar na defesa do Japão, se for atacado e Tóquio, por sua parte, concede bases e portos para as Forças Armadas dos EUA. O tratado não permite a implantação de forças de países terceiros nas bases norte-americanas situadas no Japão.

    Os comentários furiosos dos responsáveis não demoraram a aparecer:

    "Se cada um começar a usar as bases [dos EUA], ninguém poderá parar isso. Se o governo japonês tacitamente deu a permissão, ou não tem conhecimento da situação, é um grande problema," disse porta-voz da prefeitura.

    Enquanto isso, os altos responsáveis do governo regional de Okinawa, que entraram recentemente em acirrada disputa com Tóquio sobre a presença militar dos EUA na ilha, propõem que o treinamento de forças armadas terceiras seja examinado caso a caso. O governo japonês está confirmando as circunstâncias da presença dos oficiais britânicos com governo do Reino Unido.

    As tropas não-americanas não são abrangidas pelo Tratado, ao contrário dos militares norte-americanos, que beneficiam de procedimentos de imigração facilitados e possuem primazia judicial em caso de violação da lei quando exercem o serviço.

    "Parece que tropas britânicas estão operando aqui ilegalmente. Isso pode provocar repercussões sérias se vierem a estar envolvidas em algum acidente", disse Manabu Sato, professor da ciência política na Universidade Internacional de Okinawa.

    Em junho, milhares de manifestantes se reuniram em Okinawa para protestar contra a forte presença militar norte-americana na região. Uma história de crimes violentos cometidos por soldados americanos na ilha tem causado apreensão nos moradores há décadas, incluindo o assassinato de uma mulher japonesa em abril.

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    Tags:
    segurança nacional, tratado, violação, Okinawa, Japão, EUA
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