07:45 26 Setembro 2021
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    A viúva do presidente haitiano contou os detalhes da noite do assassinato de seu marido em 7 de julho, quando mercenários invadiram a sua residência privada em Porto Príncipe.

    A mulher do presidente haitiano, Martine Moïse, contou que ela e seu marido estavam dormindo quando ouviram os primeiros tiros, que os acordaram e os fizeram se levantar, em uma entrevista ao The New York Times, publicada nesta sexta-feira (30).

    Ela acordou seus filhos, de 20 e poucos anos, e lhes disse para se esconderem em um banheiro. Seu marido chamou dois altos oficiais da segurança, mas os mercenários já tinham entrado na casa, supostamente sem obstáculos.

    O então presidente disse a sua esposa para se deitar no chão: "Lá, acho, você vai estar segura", lembrou a viúva, afirmando que foram as últimas palavras que seu marido lhe disse.

    Seguiram-se intensos disparos e ela foi ferida na mão e no cotovelo. Depois disso, ficou quieta no chão. Ela ouviu os mercenários conversarem, embora nenhum deles falasse crioulo ou francês, e revistarem a sala procurando algo.

    "Senti que estava me afogando, porque tinha sangue na boca e não conseguia respirar", disse Martine. "Quando partiram, pensavam que eu estava morta."

    Até agora, 26 pessoas foram detidas por sua suposta conexão com o assassinato, entre elas 18 colombianos, em sua maioria aposentados do Exército da Colômbia.

    Martine Moïse reconhece o trabalho que tem sido feito para capturar esses homens, mas ainda é assombrada pela questão de quem é o cérebro, quem deu as ordens e providenciou o dinheiro para o assassinato.

    Corrida presidencial

    Martine considera seriamente concorrer às eleições presidenciais em Haiti. Antes de se lançar na corrida presidencial, deverá ser submetida a mais cirurgias no braço direito.

    "O presidente Jovenel tinha uma visão e nós, os haitianos, não vamos deixar isso morrer", disse Martine.

    Até agora, a viúva do presidente haitiano foi submetido a duas operações. Os médicos planejam outros procedimentos, mas é possível que não seja capaz de usar completamente o braço.

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    Tags:
    Haiti, presidenta, assassinato, morte, ataque
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