07:50 26 Setembro 2021
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    O funeral do presidente haitiano, Jovenel Moïse, assassinado em 7 de julho, foi interrompido por disparos, levando a delegação norte-americana, entre outras delegações presentes, a se retirar rapidamente do local.

    O incidente ocorreu poucos minutos após o início da cerimônia religiosa e, durante a transmissão ao vivo pela televisão estatal, foi possível observar a saída de cena da embaixadora dos EUA no Haiti, Michele Sison.

    Vários relatos informaram que os disparos poderiam ter vindo de policiais que tentavam dispersar a multidão que se manifestava fora do funeral, pedindo justiça para o presidente assassinado.

    Militares haitianos carregam caixão com presidente Jovenel Moïse, assassinado em 7 de julho de 2021
    © REUTERS / RICARDO ARDUENGO
    Militares haitianos carregam caixão com presidente Jovenel Moïse, assassinado em 7 de julho de 2021
    Algumas testemunhas contaram terem sentido o cheiro de gás lacrimogêneo, mas até agora não houve relatos de feridos.

    Uma série de protestos furiosos ante a morte de Moïse estão tomando lugar no país, sendo o maior deles realizado em sua cidade natal, Cap-Haitien, onde manifestantes queimaram pneus e bloquearam estradas. Muitos deles expressaram sua raiva contra as autoridades, acusando-as de não proteger o presidente.

    Haiti- Fotos do funeral do presidente Jovenel Moïse. Acontecendo no momento.

    Por sua vez, Martine Moïse, viúva do presidente, exigiu também, em um discurso emocionado, que fosse feita justiça pelo crime, garantindo que seu marido morreu por libertar o país da oligarquia.

    Até o momento, as autoridades dizem que ainda não sabem quem ordenou o assassinato. Contudo, os apoiadores de Jovenel Moïse afirmam que ele foi morto por uma elite com base na capital haitiana de Porto Príncipe, em uma conspiração contra a maioria negra pobre do país.

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    Tags:
    Haiti, Jovenel Moïse, assassinato, funeral, justiça, tiros
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