16:21 01 Agosto 2021
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    O Governo da Venezuela entregou nesta segunda-feira (5) uma carta à Organização das Nações Unidas (ONU) em que pede ajuda para desativar minas terrestres plantadas em seu território, na fronteira com a Colômbia.

    O anúncio da entrega da carta foi feito nesta terça-feira (6) pelo chanceler venezuelano Jorge Arreaza.

    "Ontem [5] esta carta foi entregue com um objetivo fundamental, […] para dar às nossas Forças Armadas os conselhos pertinentes para a desminagem total", disse Arreaza, em declaração transmitida pela estatal Venezolana de Televisión.

    O ministro destacou que a desativação das minas visa evitar que ocorram mortes de civis na área onde foram plantadas.

    "Que nenhum menino venezuelano que esteja jogando futebol e nenhum camponês que esteja em sua produção exploda uma dessas minas ou que nenhum veículo com gente exploda uma dessas minas e morra ou fique sem pernas. Não queremos isso na Venezuela e por isso estamos pedindo ajuda à ONU", disse ele.

    Arreaza disse que, segundo as estatísticas, no ano passado 248 pessoas foram vítimas de minas terrestres e outras 148 de explosivos na Colômbia.

    ‪Jorge Arreaza reiterou que enviou uma comunicação a Ilene Cohn, oficial encarregada do Serviço de Ação Anti-Minas das Nações Unidas, solicitando conselho para desativar as minas deixadas por grupos irregulares colombianos.

    Venezuela quer ajuda com o conflito na fronteira

    Na declaração, o ministro venezuelano fez ainda outro pedido: que o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, interceda no conflito com a Colômbia.

    "Quantas vezes já pedimos um canal de comunicação para poder nos comunicar com a Colômbia, para que haja um mínimo de coordenação com a força pública? Quantas vezes a Colômbia disse que há acampamentos guerrilheiros na Venezuela? Delcy Rodríguez [vice-presidente] deu as coordenadas de onde ficavam os acampamentos da Operação Gideão [incursão marítima em maio de 2020] e o que eles fizeram? Nada", disse Arreaza.

    O chanceler disse ainda que seu governo pedirá a ajuda da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) para o conflito na fronteira de seu país com a Colômbia.

    Soldados venezuelanos patrulham o rio Arauca na fronteira entre a Colômbia e Venezuela, visto da cidade de Arauquita, Colômbia, 28 de março de 2021
    © REUTERS / Luisa Gonzalez
    Soldados venezuelanos patrulham o rio Arauca na fronteira entre a Colômbia e Venezuela, visto da cidade de Arauquita, Colômbia, 28 de março de 2021

    Na madrugada do dia 21 de março foi registrado no estado de Apure o primeiro confronto entre grupos irregulares e as Forças Armadas venezuelanas. Segundo dados do governo, oito soldados venezuelanos e nove membros de grupos irregulares morreram na operação.

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    Tags:
    minas terrestres, Colômbia, Jorge Arreaza, Nações Unidas, ONU, Venezuela
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