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    Nesta quarta-feira (31), o presidente norte-americano, Joe Biden, pediu uso abrangente do poder governamental para remodelar a maior economia do mundo e conter o crescimento da China com plano de orçamento trilionário.

    Joe Biden propôs um plano para destinar US$ 2,25 trilhões (cerca de R$ 12,68 trilhões) à renovação de infraestrutura dos Estados Unidos, um passo que se dá "uma única vez em uma geração" e representa "o maior investimento em empregos nos EUA desde a Segunda Guerra Mundial", de acordo com o site da Casa Branca.

    A soma necessária para financiar o plano ambicioso seria investida durante oito anos e procederia do aumento de imposto sobre as sociedades. O presidente norte-americano planeja elevá-lo até 28%, revertendo assim a reforma fiscal de seu antecessor, Donald Trump, que reduziu as taxas do imposto corporativo até 21% em 2017.

    "Agora mesmo, um casal de classe média – um bombeiro e uma professora com dois filhos – ganhando um salário combinado de, digamos, US$ 110 mil ou US$ 120 mil por ano [R$ 620 mil e R$ 676 mil, respectivamente] - paga 22 centavos por cada dólar adicional que ganha para o imposto federal de renda. Mas uma corporação multinacional que constrói uma fábrica no exterior - traz para casa e depois vende – não paga nada", resumiu Biden ao explicar a situação tributária atual.

    O aumento do imposto sobre as sociedades permitirá poupar "um trilhão de dólares de rendimentos adicionais em 15 anos", resumiu o líder norte-americano.

    Biden ressaltou que 91 companhias da lista Fortune 500 – as maiores empresas do mundo, incluindo a Amazon – usaram várias lacunas jurídicas para não pagarem nem um único centavo de imposto de renda federal. "Não quero castigar eles, mas está errado. Simplesmente está errado. Um bombeiro e uma professora pagando 22%? Amazon e outras 90 grandes corporações pagando zero em impostos federais?", perguntou.

    Os fundos do plano de dois trilhões se destinariam para serem realizadas melhorias em diversas áreas, desde a renovação da infraestrutura de transporte – incluindo estradas, pontes, redes de transporte público, veículos elétricos, portos e aeroportos – até modernização de escolas, da rede elétrica, sistemas de água, desenvolvimento de energia verde, acesso à Internet e assistência aos idosos e às pessoas com deficiência.

    A administração Biden acredita que os esforços governamentais para o fortalecimento da economia é o melhor caminho para dar apoio a uma economia dominada pela pandemia do coronavírus e enfrentar uma ameaça crescente à segurança nacional representada pela China.

    Segundo Biden, o plano "criará milhões de empregos, empregos bem remunerados" e "fará crescer a economia". "[Esse plano] Nos tornará mais competitivos no mundo, promoverá nossos interesses de segurança nacional e nos colocará em posição de ganhar a competição global com a China nos próximos anos", afirmou o mandatário.

    A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, comentou, citada pela agência Reuters, que espera aprovar o plano de infraestrutura até 4 de julho, embora este prazo possa facilmente ser adiado, já que os democratas com maiorias estreitas tanto na Câmara quanto no Senado estão determinados a disputar detalhes do projeto.

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    Tags:
    EUA, Joe Biden, infraestrutura, economia
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