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    Os Estados Unidos manifestaram indignação com a decisão do Paquistão tomada nesta quinta-feira (28) de liberar o radical islâmico de origem paquistanesa Ahmed Omar Saeed Sheikh, acusado de ter decapitado o jornalista norte-americano Daniel Pearl em 2002.

    A secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, classificou a decisão do Paquistão como "uma afronta às vítimas do terrorismo em todos os lugares".

    "Os Estados Unidos estão indignados com a decisão do Supremo Tribunal do Paquistão de assinar a absolvição dos responsáveis ​​pelo sequestro e assassinato brutal do repórter do Wall Street Journal Daniel Pearl, que chocou o mundo em 2002", disse Psaki aos jornalistas nesta quinta-feira (28).

    Omar Saeed Sheikh, que nasceu em Londres, no Reino Unido, é o principal suspeito pelo sequestro e assassinato de Pearl. Nesta quinta-feira (28), o Paquistão anunciou a liberação do radical islâmico, em uma votação realizada por três juízes, que acabou em dois a um a favor da absolvição.

    Retrato de Daniel Pearl, repórter do jornal americano The Wall Street Journal assassinado em 2002
    © REUTERS / Fotógrafo da Reuters
    Retrato de Daniel Pearl, repórter do jornal americano The Wall Street Journal assassinado em 2002

    Pearl, que na época tinha 38 anos, estaria investigando militantes islâmicos em Karachi, no Paquistão, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, quando foi sequestrado.

    No ano passado, um tribunal superior trocou a pena de morte do acusado por prisão perpétua. O governo norte-americano e os pais de Pearl foram contra essa decisão, pedindo ao tribunal que voltasse a instaurar a pena de morte, mas tal requerimento acabou sendo rejeitado pelo Supremo Tribunal do Paquistão nesta quinta-feira (28).

    A família do jornalista assassinado ficou "completamente em choque", contou Faisal Siddiqi, advogado da família Pearl, citado pela Reuters.

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    Tags:
    justiça, absolvição, acusação, jornalista, assassinato, decapitação, Supremo Tribunal, Estados Unidos, Paquistão
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