20:29 06 Maio 2021
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    Cientistas colombianos revelaram que os assim chamados "hipopótamos de cocaína" de Pablo Escobar se reproduzem rapidamente e representam ameaça ao ecossistema.

    Os animais africanos chegaram à Colômbia na década de 1980, quando o narcotraficante Pablo Escobar os contrabandeou para um jardim zoológico privado.

    Depois da morte de Escobar, o governo colombiano passou a controlar a propriedade paradisíaca, tendo grande parte dos animais exóticos sido transferida, ficando para trás quatro hipopótamos. A partir daí, a reprodução dos grandões não parou e tomou toda a bacia do rio Magdalena.

    Atualmente, a Colômbia é casa de 80 a 100 hipopótamos, mas até 2040 pode ter uma população de até 1,5 mil hipopótamos, o que dificultaria o controle e seria irreversível para o meio ambiente, segundo informaram especialistas ao jornal Telegraph.

    "Ninguém gosta da ideia de atirar em hipopótamos, mas devemos admitir que nenhuma outra estratégia funcionaria", afirmou a ecóloga Nataly Castelblanco-Martínez.

    Na África, o crescimento populacional dos hipopótamos é contido pelos períodos de seca e caça dos predadores, mas na bacia do rio Magdalena, onde os animais africanos não têm inimigos naturais e os períodos de seca não são longos, a velocidade de reprodução pode crescer, conforme estudo de Castelblanco-Martínez, publicado na revista Biological Conservation.

    Hipopótamos do parque temático Hacienda Napoles, que antes era jardim zoológico privado de narcotraficante Pablo Escobar, Colômbia, 12 de setembro de 2020
    © AFP 2021 / Raul Arboleda
    Hipopótamos do parque temático Hacienda Napoles, que antes era jardim zoológico privado de narcotraficante Pablo Escobar, Colômbia, 12 de setembro de 2020

    Além do mais, urina e fezes dos hipopótamos são tóxicas, sem contar nas bactérias perigosas que carregam, que podem acarretar problemas a outras espécies e até mesmo aos seres humanos.

    No entanto, os moradores locais consideram os hipopótamos talismãs. Nas lojas de suvenires da cidade de Puerto Triunfo vendem chaveiros e camisas com imagens de hipopótamos.

    Os defensores dos direitos dos animais lutam pela defesa dos hipopótamos. Mesmo assim, os cientistas acreditam que os ativistas não veem uma imagem completa da situação.

    Ecólogos há muitos anos tentam esterilizar os animais, mas o processo demora muito tempo e precisa de muitos esforços, que são escassos.

    O ambientalista do governo colombiano David Echeverri Lopez disse que é possível esterilizar um hipopótamo por ano, enquanto a população cresce 10% anualmente.

    O programa de esterilização poderia ter sido eficaz se as autoridades tivessem encontrado verba suficiente na fase inicial, mas agora o problema só pode ser resolvido exterminando os hipopótamos, de acordo com Castelblanco-Martínez.

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