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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)
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    Médico prevê "salto sem precedentes" nos casos em função do Dia de Ação de Graças, mas na Europa quatro países baixaram suas taxas tomando decisões diferentes.

    Enquanto Alemanha, França, Espanha e Reino Unido observam uma melhora nas duas últimas semanas nos número da COVID-19, a situação nos Estados Unidos é cada vez pior, informou o jornal The New York Times. E uma das explicações pode ser uma escolha que os europeus fizeram, mas que os norte-americanos ignoraram.

    Neste domingo (15), os Estados Unidos chegaram a 11 milhões de infectados. Seis dias antes, o país tinha dez milhões. E há outros números que fizeram o médico Sanjay Gupta, especialista em saúde da rede de TV a cabo CNN, classificar a situação como "desastre humanitário". O número de mortos sobe todos os dias há mais de um mês. E a média diária de mortes é duas vezes maior do que a registrada no verão norte-americano que terminou em 21 de setembro.

    Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os Estados Unidos têm 246 mil mortos. E, para piorar, James Phillips, diretor da área de Medicina de Desastres do Hospital da Universidade George Washington, antevê um "salto sem precedentes" nas taxas por causa das aglomerações familiares no feriado do Dia de Ação de Graças que este ano acontecerá em 26 de novembro.

    Até a política teria contribuído para o drama. O presidente Donald Trump ainda não liberou sua equipe para os trabalhos de transição com o grupo do presidente possivelmente eleito, Joe Biden, e a COVID-19 é um dos temas urgentes.

    Mas quando se olham as situações norte-americana e as de quatro países da Europa, os resultados têm sido diferentes. E a causa para a melhora no quadro de Alemanha, França, Espanha e Reino Unido e a piora nos Estados Unidos pode ter uma razão. Os quatro governos europeus tomaram medidas restringindo atividades sociais onde o vírus se sente confortável: lugares fechados como bares, restaurantes e academias de ginástica.

    O Reino Unido decidiu ficar fechado até 2 de dezembro. A França, a região espanhola da Catalunha e governos estaduais da Alemanha também fecharam restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.

    Mas nos Estados Unidos há uma resistência neste sentido. Através do país, restaurantes continuam abertos. Bares também. Semana passada, o estado de Nova York decidiu que, mesmo nesta situação atual, bares e comércio com autorização para venda de bebidas alcoólicas poderão ficar abertos até 22 horas.

    "Tenho certeza que os europeus não queriam restringir suas atividades mais do que nós. Todo mundo está cansado e desejoso que isso termine, mas temos que aceitar a realidade dos dados diante de nós", disse Janet Baseman, epidemiologista da Universidade de Washington.
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    Tags:
    Joe Biden, Donald Trump, OMS, COVID-19
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