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    Apesar dos desafios legais de Trump, Biden já se encontra planejando nova equipe de transição, sendo uma de suas escolhas bastante familiar para os EUA e para o mundo, reporta mídia americana.

    A ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, pode se tornar embaixadora da administração Biden nas Nações Unidas (ONU, na sigla em inglês), informou o Washington Post na quinta-feira (12).

    Segundo o relatório, a candidatura de Clinton para chefiar a delegação dos Estados Unidos no organismo internacional está atualmente "sendo discutida", mas ainda longe de ser certa. No entanto, a equipe de Biden supostamente acredita que adicionar Clinton (que perdeu as eleições para Donald Trump em 2016) poderia aumentar o prestígio dos EUA aos olhos da comunidade internacional, após quatro anos de governo de Donald Trump que, por sua vez, ainda não reconheceu sua derrota.

    Relembrando Hillary Clinton

    A ex-primeira-dama dos Estados Unidos serviu como secretária de Estado entre 2009 e 2013, no governo do presidente Barack Obama. Ela concorreu à presidência duas vezes, ambas sem sucesso: em 2008, perdendo a indicação para o democrata seu futuro chefe, Obama; e posteriormente em 2016, concedendo a presidência a Donald Trump, devido às regras do Colégio Eleitoral, mesmo tendo vencido no voto popular.

    Os candidatos à presidência norte-americana, Hillary Clinton e Donald Trump, discursam durante a campanha eleitoral, na Iowa e no Ohio, em 28 de outubro e 20 de outubro de 2016
    © REUTERS / Jonathan Erns
    Os candidatos à presidência norte-americana, Hillary Clinton e Donald Trump, discursam durante a campanha eleitoral, na Iowa e no Ohio, em 28 de outubro e 20 de outubro de 2016

    Após sua derrota para Trump, Clinton tem afirmado sistematicamente que o seu fracasso se deveu à "interferência" da Rússia na eleição dos EUA, por meio de uma campanha de desinformação e suposta invasão de e-mails do Comitê Nacional Democrata (DNC, na sigla em inglês). Porém, não foram descobertas evidências de tais alegações no decorrer de um investigação de dois anos, realizada pelo Conselheiro Especial Robert Mueller.

    América 'de volta' ao jogo internacional

    Enquanto vários chefes de estado parabenizam Joe Biden, a campanha de Trump está entrando com processos judiciais em todos o país para disputar os resultados da contagem de votos nos principais estados decisivos: Michigan, Pensilvânia e Geórgia. Porém, o democrata segue planejando uma equipe de transição.

    O Washington Post também afirmou que o ex-conselheiro de Segurança Nacional, Ton Donilon, o ex-senador de Delaware, Ted Kaufman, e o ex-chefe de gabinete, Steve Richetti, poderiam assumir funções como conselheiros seniores de Biden se ele de fato ocupar seu lugar na Casa Branca no final de todo o drama eleitoral. Ultimamente, para um dos cargos de maior prestígio no país, ninguém menos que o ex-presidente americano, Barack Obama, poderá ser apontado como embaixador dos EUA no Reino Unido.

    Barack Obama e vice-presidente Joe Biden durante a cerimônia de condecoração com Medalha Presidencial da Liberdade
    © REUTERS . Yuri Gripas
    Barack Obama e vice-presidente Joe Biden durante a cerimônia de condecoração com Medalha Presidencial da Liberdade
    Da mesma forma, esta semana, o ex-assessor de Segurança Nacional de Obama, Ben Rhodes, revelou que Biden já vem discutindo a "agenda" de seu potencial governo com líderes estrangeiros. A notícia desagradou os parlamentares republicanos, que consideraram muita hipocrisia tal comportamento, citando um caso escandaloso do ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump, Michael Flynn.

    Flynn foi acusado pelos democratas de violar a Lei Logan de 1799, com seus apelos ao embaixador russo nos EUA, durante o período de transição em dezembro de 2016, para potencialmente negociar disputas com governos estrangeiros sem autorização enquanto ainda era um "cidadão privado".

    "Pergunte a si mesmo, por que é sempre uma regra para os democratas, e [uma] outra para o resto de nós?", disse o apresentador da Fox News, Sean Hannity, na noite de quarta-feira (11), enquanto comentava as notícias sobre as conversas de Biden com líderes estrangeiros, publicado na página on-line The Daily Beast.

    No dia anterior, Biden declarou à multidão que estava ansioso para mudar a posição dos EUA no mundo ousadamente proclamando que “a América está de volta. Estaremos de volta ao jogo".

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    Tags:
    comunidade internacional, ONU, Estados Unidos, Joe Biden, Hillary Clinton
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