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    Coronavírus e o mundo no início de novembro (39)
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    A informação foi confirmada pelo presidente argentino, Alberto Fernández, em entrevista para a Sputnik.

    A aquisição das doses será feita entre dezembro e a primeira quinzena de janeiro, segundo o mandatário. 

    "Eles estariam em condições de nos dar dez milhões de cada uma das duas doses [que a vacina contra a COVID-19 exige]. Podemos ter elas em dezembro aqui e, nos primeiros dias de janeiro, poderíamos ter, segundo me disseram, mais 15 milhões de doses", disse Fernández. 

    Segundo o chefe de Estado, a vacinação já poderia começar em dezembro. O presidente afirmou ainda que a vice-ministra de Saúde, Carla Vizzotti, chegou a viajar para Moscou para acertar a aquisição da vacina, produzida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. 

    "Ao contrário dos outros fabricantes de vacinas, não tínhamos um interlocutor na Argentina com quem pudéssemos falar. Então combinei pessoalmente uma viagem para a Rússia da vice-ministra da Saúde, Carla Vizzotti, e de Cecilia Nicolini, que é minha assessora presidencial", explicou Fernández.

    "A vacina Sputink V para Argentina será produzida pela RDIF e seus parceiros na Índia, Coréia, China e uma série de outros países que estão iniciando a produção da vacina russa", disse o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev.

    'Com certeza', diz presidente sobre tomar vacina

    O acordo com a Rússia foi fechado após a viagem das autoridades, que ocorreu entre os dias 17 e 26 de outubro. 

    Além disso, o presidente argentino disse que "com certeza" se vacinará com a Sputnik V. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que não usará o imunizante até ele estar disponível para a população. 

    "Tenho duas amostras que me mandaram da Rússia no começo das conversas [para o acordo de compra], mas não me parece justo que eu me vacine e outros argentinos não possam se vacinar e, além disso, sei a responsabilidade que tenho", afirmou Fernández. 

    Proteger mais vulneráveis

    O presidente disse também que o acesso à Sputnik V será essencial para proteger os setores mais vulneráveis da população. De acordo com ele, "metade da população estaria vacinada" com o imunizante vindo da Rússia. 

    "Isso é muito importante para nós, porque nos permitiria vacinar os setores que estão em risco na Argentina", comentou.

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    Coronavírus e o mundo no início de novembro (39)

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    Tags:
    Alberto Fernández, Sputnik V, vacina, Rússia, Argentina, novo coronavírus, COVID-19
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