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    Mundo enfrenta COVID-19 em meados de outubro (78)
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    Governo reconhece que números vindos do interior, onde vive a maioria da população, são alarmantes e que vacina só deve chegar ao país em março.

    Foram 213 dias de quarentena até que a Argentina chegasse oficialmente a um milhão de infectados pelo coronavírus. Agora são 26.176 mortos. E os dados complicados continuam. Há mais um mês o país era, segundo o Centro Europeu de Controle Epidemiológico (CECE), o de maior número de mortes diárias por milhão de habitantes (8). 

    De acordo com informações divulgadas pelo site especializado Our World In Data, a Argentina é seguida pela República Tcheca (5), Israel (4), Colômbia (3), Espanha (2,5), México (2,43), Brasil (2,40) e Bolívia (2,17).

    E na corrida entre os testes para conter o contágio e a evolução da pandemia, houve muito atraso na estratégia. A proporção de positivos nos testes para diagnosticar a COVID-19 atingiu nestes dias seus valores mais altos desde março passado, excedendo 50% e sem aumentar o número diário de exames realizados no país.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma taxa positiva de 10% é aceitável. Mas ultrapassá-la significa que ela está sendo testada de forma insuficiente. O valor ideal é de 5% ou menos.

    As atenções agora estão voltadas para o interior do país onde vivem 28 milhões dos 44 milhões dos argentinos. De lá chegam os dados que alarmam as autoridades.

    "É um número impressionante, sim. Agora temos que nos concentrar no Interior", disse ao jornal La Nación fonte próxima ao presidente Alberto Fernandez. "Temos províncias onde não havia casos e em poucas horas você tem 400. A velocidade de contágio é tremenda."

    Alberto Fernández, que assumiu o cargo em dezembro passado, declarou que aposta em ter a vacina "o mais rápido possível" e acusa "a oposição e a mídia" de ter "politizado" a luta contra a pandemia.

    "Há setores da oposição que nos pedem diálogo", diz o ministro da Saúde González García. "Se você tem a solução para acabar com isso, me diga e nós faremos isso agora mesmo. Mas ninguém traz uma ideia que seja melhor."

    Sobre a vacina, Garcia disse que o governo negocia com cinco das "sete ou oito" opções que chegarão ao mercado. E deu um toque de realidade ao sonho do presidente Fernandez:

    "Só em março poderemos ter a vacina em massa. Mas nem mesmo os próprios fabricantes sabem a data exata, pois não sabem quando ela será aprovada."
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    Alberto Fernández, Índia, Estados Unidos, Rússia, Brasil, COVID-19, vacina, Argentina
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