21:00 23 Janeiro 2020
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    A Procuradoria-Geral da Colômbia anunciou uma investigação sobre o ex-comandante do Exército para apurar sua participação em uma série de interceptações ilegais de comunicações de políticos, magistrados, militares e jornalistas.

    O processo contra o general aposentado Nicacio de Jesus Martínez, que deixou o posto de comandante do Exército no final de dezembro, começou depois que a revista Semana denunciou uma série de interceptações ilegais para espionar políticos, magistrados, generais e jornalistas. O esquema seria operado por militares e antecipou a saída de Martínez do cargo, afirma a publicação. 

    "O Ministério Público hoje inicia investigações sobre esses eventos", disse o procurador-geral, Fabio Espitia, segundo a agência de notícias Reuters.

    Interceptações ilegais têm ocorrido na Colômbia nos últimos anos, mas as investigações para tentar identificar e punir os responsáveis ​​não prosperaram. Delegados do governo na negociação de paz com a ex-guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) relataram ter sido espionados.

    Após o anúncio da investigação contra ele, o oficial militar aposentado negou em um comunicado sua responsabilidade por atividades ilegais e anunciou ações legais contra aqueles que o acusam.

    "Estou totalmente alheio a esse tipo de ações ilegais e prejudiciais", disse Martínez.

    O governo do presidente Iván Duque afirmou que o ex-comandante deixou a direção do Exército por motivos pessoais

    Martínez assumiu a posição de comandante do Exército em dezembro de 2018 e seu mandato de um ano foi marcado por escândalos e acusações, incluindo uma diretriz controversa que exigia que comandantes de unidades militares aumentassem seus resultados.

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    Tags:
    FARC, Exército, Colômbia
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