03:00 11 Dezembro 2019
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    Jeanine Añez Chávez, segunda vice-presidente do Senado boliviano

    Quem é a mulher que pode liderar a transição política na Bolívia?

    © Foto / Câmara de Senadores da Bolívia
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    Depois da renúncia das principais figuras do Estado, uma senadora pode decidir a transição política no país.

    Jeanine Áñez Chávez, senadora na Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia, segunda vice-presidente do Senado e advogada, é a pessoa que poderia chefiar a presidência boliviana no período de transição, após a renúncia de Evo Morales e de grande parte do gabinete do país.

    Quando perguntada se aceitará a sucessão, ela respondeu que "tenho que cumprir com o país, é necessário pacificá-lo e convocar novas eleições".

    "A primeira coisa a fazer é convocar a assembleia para analisar as demissões. Isso é transitório, enquanto estamos convocando novas eleições. Isso também é para que o tribunal eleitoral possa fazer eleições transparentes", acrescentou Chávez, citada pelo jornal El Cronista.

    Jeanine Áñez Chávez faz parte da aliança de oposição Unidade Democrática, e é conhecida na Bolívia por ter criticado duramente o governo e o próprio Evo Morales.

    O procedimento legal estabelece agora a convocação da assembleia, o que só acontecerá segunda-feira (11), porque Áñez está em sua região, Beni.

    A senadora graduou-se em Ciências Jurídicas e Direito. Entre 2006 e 2008 foi deputada constituinte e participou na redação da nova Constituição da Bolívia. Fez parte da comissão de organização e estrutura do Estado, trabalhando também no poder judiciário.

    Em 2010 foi eleita senadora pelo partido Plan Progreso para Bolivia-Convergencia Nacional representando o Departamento de Beni na Assembleia Nacional, e está casada com Héctor Hernando Hincapié Carvajal, político colombiano.

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    Evo Morales, presidente, Bolívia
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