05:19 22 Outubro 2019
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    Protestos em Equador

    Pelo menos 350 pessoas foram detidas durante violentos protestos no Equador

    © REUTERS / Ivan Castaneira
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    Segundo o governo, o número de detidos já é de 350. Os protestos continuam, e os manifestantes e a polícia têm entrado em confrontos violentos, registrados pela imprensa e usuários da internet.

    O número de pessoas detidas durante os protestos no Equador, que eclodiram em resposta à decisão do governo de cancelar os subsídios aos combustíveis, chegou a 350, disse nesta sexta-feira a ministra do Interior do país sul-americano, Maria Paula Romo.

    "Até às 9h [14:00 GMT], as forças de segurança do Equador prenderam 350 pessoas nas últimas 24 horas durante os protestos, a maioria delas em Guayaquil (159 pessoas), e em segundo lugar em Quito (118 pessoas)", disse a alta funcionária do governo.

    Protestos em massa irromperam no Equador na quinta-feira, quando milhares se uniram contra as reformas econômicas do governo, especificamente a decisão de encerrar décadas os subsídios aos combustíveis para as pessoas físicas.

    Protestos em Equador contra reformas de Lenín Moreno, 3 de outubro de 2019
    © REUTERS / Ivan Castaneira
    Protestos em Equador contra reformas de Lenín Moreno, 3 de outubro de 2019

    Segundo o presidente equatoriano Lenin Moreno, o país não pode mais arcar com esses custos e os cortes ajudarão o país a economizar cerca de US$ 2,27 bilhões por ano. Além disso, os cortes fizeram parte do acordo do governo equatoriano com o Fundo Monetário Internacional (FMI), de modo a tornar possível um empréstimo de US$ 4,2 bilhões do fundo.

    Como os protestos se tornaram violentos, registrando diversos confrontos entre a polícia e os manifestantes, Moreno declarou estado de emergência nacional por dois meses. O sistema de transporte no Equador já está paralisado há dois dias, afetando inclusive o tráfego aéreo internacional no país.

    Tags:
    FMI, estado de emergência, greve, protestos, manifestação, Equador, Lenín Moreno
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