04:37 19 Agosto 2019
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    Julian Assange sendo preso

    Correa diz que Equador entregou Assange por acordo de US$ 4,2 bilhões com FMI

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    O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, acusou o atual presidente equatoriano, Lenín Moreno, de suspender o asilo do ciberativista Julian Assange para conseguir um empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Correa afirmou à Sputnik que há evidências do acordo e que Moreno prometeu "entregar" Assange em uma reunião de 2017 com Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos EUA, Donald Trump.

    O ex-presidente Correa, que rompeu com Moreno, também comentou sobre as visitas feitas ao Equador pelo vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence.

    Nessas ocasiões, Moreno teria prometido "ajudar a isolar a Venezuela, deixar a corporação petroleira Chevron, uma empresa que destruiu metade da floresta amazônica, impune e entregar Assange".

    No mês passado, o FMI anunciou a aprovação de um empréstimo para o Equador de US$ 4,2 bilhões. A primeira parcela, de US$ 652 milhões, já foi paga. 

    Correa suspeita que o presidente equatoriano tomou a decisão de retirar o asilo de Assange depois que o WikiLeaks publicou documentos sobre o alegado relacionamento de Moreno com uma empresa de fachada, a INA Papers.

    O ex-presidente apontou que a empresa INA Papers foi registrada em 2012, quando Moreno ainda era seu vice-presidente, e quando no governo "nós lutamos a nível mundial contra os paraísos fiscais".

    Assange continuará por videoconferência os procedimentos para a próxima audiência de extradição, marcada para 2 de maio.

    Será uma sessão preliminar de um processo judicial que pode durar meses ou até anos.

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    Tags:
    FMI, WikiLeaks, Rafael Correa, Julian Assange
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