16:20 13 Novembro 2019
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    Iván Duque, presidente da Colômbia durante sua visita à OEA

    Político venezuelano afirma que OEA é controlada pelos EUA

    © AP Photo / Jose Luis Magana
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    A decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de reconhecer Gustavo Tarre, enviado de Juan Guaidó, como representante permanente da Venezuela na organização mostra que a OEA está sob o controlo dos EUA, disse Mario Silva, membro da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela (ANC) à Sputnik nesta quarta-feira (10).

    Na terça-feira (9), o Conselho Permanente da OEA aprovou por 18 votos a favor, 9 contra, 6 abstenções e uma ausência, uma resolução que reconhece Gustavo Tarre como "representante permanente, designado pela Assembleia Nacional [parlamento de maioria oposicionista dissolvido pelo governo oficial], até à realização de novas eleições e à nomeação de um governo democraticamente eleito".

    "A OEA é uma organização tutelada pelos Estados Unidos […] Isso faz parte dos mecanismos de agressão, como as sanções; eles tentam legitimar sua agressão através de uma organização que está desacreditada", disse o deputado.

    Mario Silva, apresentador do programa La Hojilla, transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión, explicou que a proposta promovida pela Colômbia, Chile, Argentina, Brasil, Paraguai, Peru e Canadá não é legítima. "Esses são pequenos governos, temos que levar em conta que os governos que estão no Chile e na Colômbia são temporários e o que é realmente importante é a reação dos povos", disse ele.

    Os países que se opuseram à resolução, incluindo o México, Uruguai, Bolívia, Nicarágua, Guiana, Antígua e Barbuda e El Salvador, argumentaram que a Carta da OEA não autoriza o Conselho Permanente a tomar decisões como a acreditação de representantes permanentes dos países membros.

    As autoridades venezuelanas afirmam que essas decisões só podem ser tomadas pela Assembleia Geral da OEA, que reúne os ministros das Relações Exteriores dos 34 países membros, e com maioria qualificada.

    Neste contesto, o governo venezuelano condenou a decisão da OEA e garante que os acordos adotados pela organização com a participação do representante de Guaidó serão considerados nulos. A administração de Nicolás Maduro ratificou sua decisão de se retirar da OEA em 27 de abril.

    Em 21 de janeiro começaram na Venezuela protestos massivos a favor e contra o atual presidente Nicolás Maduro. Após o início dos tumultos, Juan Guaidó se declarou presidente interino. Vários países anunciaram reconhecer Guaidó como líder interino do país caribenho, entre os quais os EUA e o Brasil. A Rússia, China e outras nações apoiam a presidência de Maduro.

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    Tags:
    pressão, política, controle, Organização dos Estados Americanos (OEA), EUA, Chile, Colômbia, Venezuela
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