13:16 20 Setembro 2019
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    Poço de petróleo na Venezuela (foto de arquivo)

    Ataque dos EUA à economia venezuelana teria fracassado?

    © AP Photo / Fernando Llano
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    O embargo norte-americano ao petróleo da Venezuela, até agora, não obteve o êxito esperado por Washington.

    O fracasso dos EUA se deve ao fato de que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, continua no poder e o país segue exportando petróleo, segundo Nick Cunningham.

    Possivelmente, no futuro, a administração de Trump decidirá elevar a tensão na Venezuela para derrubar Maduro, escreve Cunningham em seu artigo para o portal Oil Price.

    Atualmente, a refinaria Citgo já pensou em cortar oficialmente seus laços com a petrolífera venezuelana PDVSA para cumprir com as sanções norte-americanas.

    "O governo dos EUA está tratando de transferir o controle sobre a Citgo ao líder opositor Juan Guaidó. A Citgo deixou de enviar pagamentos à PDVSA e Guaidó nomeou uma nova diretoria para a empresa", afirma o analista.

    Citgo é um dos maiores prêmios que os EUA querem tirar de Maduro na operação política para mudar o governo venezuelano. A Citgo é a oitava maior refinaria de petróleo nos EUA, processando um volume de 750.000 barris de petróleo por dia. Além disso, a empresa possui seus próprios oleodutos e postos de gasolina.

    "A administração de Trump manteve os credores de fora, que começaram a circundar a Citgo como abutres, se preparando para seu não pagamento entre o caos político", escreve Cunningham.

    Além disso, ele ressalta que Guaidó e a administração de Trump queriam que a filial da PDVSA permanecesse intacta, livre de ações de credores, para que pudesse ser "uma fonte de recursos" para o governo venezuelano que a venderia depois da possível queda de Maduro.

    "A separação da Citgo e PDVSA foi um elemento crucial", destacou Cunningham.

    Enquanto isso tanto Maduro quanto a PDVSA estão tratando de manter suas exportações de petróleo, mesmo com a pressão norte-americana.

    A Venezuela planeja enviar seu petróleo à Índia e à Europa, conforme o The Wall Street Journal.

    "A Venezuela teve um modesto êxito. As exportações com destino à Índia aumentaram em 40 mil barris diários em fevereiro. Além disso, a Espanha, Suécia e Reino Unido continuam importando petróleo venezuelano", concluiu Cunningham.

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    Tags:
    sanções econômicas, petróleo, economia, sanções, Venezuela, EUA
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