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Análise: Bolton persiste em estratégia falha para mudar poder na Venezuela

© Sputnik / Alejandro Martinez Velez / Abrir o banco de imagensManifestantes nas ruas de Madri apoiando o presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro
Manifestantes nas ruas de Madri apoiando o presidente legítimo da Venezuela, Nicolás Maduro - Sputnik Brasil
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Recentemente, o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, afirmou que qualquer tentativa de prevenir o retorno seguro do presidente interino autoproclamado, Juan Guaidó, à Venezuela, encontraria uma resposta forte e significante por parte dos EUA.

Perante esta situação, a Sputnik Internacional discutiu o assunto com o professor de ciências políticas do Instituto de Estudos Políticos de Paris, Temir Porras Ponceleón, que trabalhou como vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela, conselheiro político de Hugo Chávez e chefe de Gabinete do presidente Nicolás Maduro.

Sobre a ameaça do assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, em referência ao retorno de Guaidó, Temir Porras Ponceleón afirmou que, em primeiro lugar, John Bolton baseou o plano nas crescentes tensões entre a oposição, representada por Guaidó e o governo de Nicolás Maduro.

Sendo assim, a estratégia dos EUA na Venezuela de gerar uma mudança de regime é baseada em uma hipótese extremamente fraca.

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De acordo com o cientista político, Bolton está insistindo na mesma estratégia mostrada anteriormente e que foi ineficaz no país, o que deixa claro que não há outro caminho além de uma negociação política, acordo ou resolução, que vai gerar o fim da crise, fazendo com que o país retorne às atividades normais. Entretanto, Bolton, pretende manter uma estratégia que tem falhado durante os últimos meses.

Perante as consequências que a autoproclamação de Juan Guaidó poderia causar ao país, o professor comentou que a divisão entre os países que apoiam Guaidó e aqueles que apoiam o presidente Maduro está criando problemas para a Venezuela. Um dos problemas são as crescentes sanções impostas pelos EUA, o que fez com que as condições de vida em Caracas e em todo país se tornassem ainda mais difícil para a população.

Além disso, ele enfatiza que uma crise humanitária pode ser gerada, mas isso seria em decorrência das sanções impostas pelos EUA.

Já a outra consequência estaria ligada à comunidade internacional, a acordos com investidores internacionais e a flutuações financeiras que fazem com que a economia venezuelana funcione, onde o país pagaria o déficit.

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Sobre a permanência de Maduro no poder do país, o professor afirma que a Venezuela é como qualquer outra sociedade e, por isso, há uma diversidade de opiniões. Um exemplo disso foi nos tempo do presidente Hugo Chávez, que tinha o apoio da classe baixa, enquanto que as classes média e alta eram contra Hugo Chávez.

Isso é algo que não muda rapidamente, mesmo que o país esteja passando por um momento difícil economicamente, há o senso de referência e lealdade.

Ou seja, as pessoas dos setores mais pobres da sociedade obtiveram acesso a diversos direitos que melhoraram seus padrões de vida, e, por isso, as pessoas novamente estão conscientes disso, e Maduro também se beneficia disso, já que ele tem o apoio e a lealdade da classe baixa do país, mantendo ele no poder até o momento.

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