09:19 26 Setembro 2018
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    Navio de assalto anfíbio USS Wasp da Marinha dos EUA

    Marinha dos EUA realiza exercícios militares no Golfo Pérsico, aumentando tensão regional

    CC BY 2.0 / Official U.S. Navy Page / USS Wasp departs Naval Station Norfolk
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    A Marinha dos EUA está realizando exercícios que garantem liberdade de movimento através das vias navegáveis do Golfo Pérsico e do Mar Vermelho, já que o Irã ameaça obstruir as compras por meio de posições marítimas importantes.

    O comissário Scott A. Stearney disse aos repórteres em Manama que os exercícios, que envolvem aliados regionais e globais, "ilustram que os EUA e nossos parceiros estão prontos para garantir a liberdade de navegação e livre fluxo de comércio sempre que a lei internacional permitir ", informou a Bloomberg no domingo.

    Os navios iranianos fazem parte nas manobras no estreito de Ormuz (Uma foto de arquivo)
    © AFP 2018 / EBRAHIM NOROOZI / JAMEJAM ONLINE
    De acordo com Stearney, os aliados dos EUA precisam estar prontos para "abordar qualquer coisa que ameace nosso interesse ou nossos navios [dos EUA]", acrescentando que as atividades do Irã nas áreas do Golfo Pérsico e Mar Vermelho estão "promovendo instabilidade".

    Um dos exercícios da Marinha dos EUA está ocorrendo em Djibouti, um conhecido ponto de estrangulamento para o transporte marítimo global no extremo sul do Mar Vermelho.

    No início de julho, o Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) realizou exercícios militares de larga escala no Golfo Pérsico. O IRGC disse na época que eles estavam prontos para interromper as remessas de petróleo de outros países através do estreito se as próprias exportações do Irã fossem impedidas.

    De acordo com o chefe da Marinha do IRGC, Alireza Tangsiri. Irã tem controle total sobre o Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas ameaçaram anteriormente bloquear a rota primária de transporte de petróleo, em retaliação a qualquer ação hostil dos EUA.

    Em junho, o Departamento de Estado dos EUA pediu que as companhias petrolíferas parem de exportar petróleo do Irã até novembro para evitar sanções, depois que o presidente Donald Trump disse em maio que os Estados Unidos deixariam o acordo nuclear com o Irã. O acordo afirma que Teerã garante a natureza pacífica de seu programa nuclear em troca do levantamento gradual de sanções.

    Tags:
    Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica, Departamento de Estado dos EUA, Marinha dos EUA, Bloomberg, Alireza Tangsiri, Scott A. Stearney, Donald Trump, Estados Unidos, Mar Vermelho, Djibouti, Golfo Pérsico, Irã
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