13:38 21 Agosto 2018
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    Senado dos EUA em Washington

    Senadores dos EUA propõem reconhecer Rússia como patrocinador do terrorismo

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    Américas
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    Senadores norte-americanos sugerem às autoridades do país que analisem a questão do reconhecimento da Rússia como um "Estado patrocinador do terrorismo", relata o jornal Kommersant, que teve acesso ao projeto de lei sobre novas sanções contra Moscou.

    Por um lado, se observa que o documento se parece com o início de uma campanha para expulsar a Rússia de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Por outro lado, é a mesma desculpa usada pelos EUA para impor sanções ao Irã.

    O documento, chamado de "Lei de defesa da segurança norte-americana da agressão do Kremlin de 2018", foi apresentado ao Senado em 3 de agosto. Ele foi elaborado pelos senadores Lindsey Graham, Robert Menendez, Cory Gardner e Ben Cardin. Segundo a edição, o projeto de lei parece estar relacionado com a política interna e, provavelmente, se concentra no presidente dos EUA Donald Trump, que conduz uma política demasiadamente branda em relação à Rússia.

    O documento começa com um apelo ao líder norte-americano. Em particular, ele é instado a apoiar os esforços para combater a interferência "por parte do governo da Rússia ou outros jogadores estrangeiros na atividade das instituições governamentais dos EUA, assim como nos processos democráticos no país", a rejeitar o apoio ao presidente sírio Bashar Assad e a exigir a devolução da Crimeia à Ucrânia.

    Eles também tencionam obrigar Trump a cumprir a Lei de Contenção dos Adversários da América Através de Sanções (CAATSA, sigla em inglês) com mais eficácia. Sugere-se a atualização da chamada lista do Kremlin do Departamento do Tesouro dos EUA e começar a procurar em todo o mundo por ativos e capitais do presidente russo Vladimir Putin.

    Segundo é observado, o projeto de lei também pressupõe que todas as sanções contra Moscou, desde a CAATSA até à Lei Magnitsky, sejam unificadas em uma base única. Propõe-se proibir as operações nos EUA e congelar os ativos de sete instituições bancárias russas que já estão sob restrições. Além disso, os senadores querem criar um centro nacional para combater a ameaça russa e um escritório de sanções na Casa Branca, que coordenará as ações de Washington em relação às sanções antirrussas com os países europeus.

    Há um capítulo dedicado à não proliferação de armas químicas, que menciona o envenenamento do ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha Yulia, do qual Londres e vários países ocidentais acusaram a Rússia. Moscou nega as acusações.

    Além disso, o documento prevê um mecanismo planejado para impedir que "qualquer representante dos EUA" retire o país norte-americano da OTAN.

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    Tags:
    ativos congelados, sanções, armas químicas, projeto de lei, patrocínio, terrorismo, OTAN, Departamento do Tesouro dos EUA, Conselho de Segurança da ONU, Kremlin, Casa Branca, Senado dos EUA, Bashar Assad, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Donald Trump, Vladimir Putin, Síria, Irã, Washington, Moscou, Rússia, EUA
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