18:05 23 Outubro 2018
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    Brasil, Colõmbia e Peru respondem por 83% da área da Bacia Amazônica

    Mutirão de Brasil e países andinos ganha fôlego para preservar Bacia Amazônica

    Sideney Oliveira/Agência Pará/Fotos Públicas
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    "O novo programa de proteção da Bacia Amazônica só terá êxito se houver uma interação real entre os países envolvidos, independentemente da coordenação do Banco Mundial (Bird)." A avaliação é de Carlos Durigan, diretor da Worldlife Conservation Society (WCS Brasil).

    Em entrevista à Sputnik Brasil, o dirigente analisa os objetivos do Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia, que compreende, inicialmente, cinco projetos em três países da região: um no Brasil, dois na Colômbia e dois no Peru, que representam 83% da área total da bacia. Esses projetos foram os primeiros contemplados pela iniciativa que começa com recursos de US$ 113 milhões. O Bird será o coordenador do programa e vai liderar uma plataforma de intercâmbio de conhecimento e monitoramento sobre o tema.

    "O que se espera é que projetos tenham um forte componente de articulação com organizações, sejam da sociedade civil, sejam agências governamentais para que os recursos sejam bem aplicados. Os recursos para esses tipos de programas não são de investimento, mas de doações que demandam contrapartidas por parte dos governos", explica o diretor da WCS Brasil.

    "A Amazônia não é só Brasil, ela ocupa território de nove países, por isso é essencial haver um olhar regional, independente da geopolítica, sobre o bioma e a Bacia Amazônica, que tem 7 milhões de quilômetros quadrados e trabalhar de uma forma integrada com o envolvimento de comunidades, de municípios, estados que compõem toda essa estrutura administrativa na região", diz Durigan.

    A WCS Brasil desenvolveu uma base de informações sobre as bacias que formam a Bacia Amazônica, a maior hidrográfica do planeta, que detém um quinto da água doce do planeta e um dos mais importantes sistemas atmosféricos, que é a própria floresta. 

    "É importante ter esse olhar macro para a região e desenvolver ferramentas que nos permitam trabalhar a conservação em escala abrangente. Cuidar da Amazônia não é só cuidar da região e da biodiversidade, mas também pensar a contribuição que essa região tem para outras biomas do Brasil, da América do Sul e mesmo do mundo", afirma o diretor da WCS Brasil.

    Durigan lembra que o Bird, desde os anos 90, tem um fundo de apoio a projetos de proteção ambiental junto a países em desenvolvimento que teve a adesão do Brasil em 1994. Na visão do especialista, embora a coordenação fique a cargo do Bird, a execução das ações do programa caberá aos países, que terão a autonomia de decidir a aplicação dos recursos conforme os compromissos internacionais assumidos como nas convenções de biodiversidade e clima.

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    Tags:
    programa, conservação, fiscalização, investimentos, meio ambiente, Worldlife Conservation Society (WCS Brasil), Banco Mundial, Carlos Durigan, Colômbia, Peru, Brasil
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