03:21 16 Dezembro 2017
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    Amostras de urânio enriquecido

    Câmara de Representantes dos EUA investiga pacto de urânio com Rússia

    © AFP 2017/ FARS NEWS
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    O Comitê da Supervisão da Câmara de Representantes dos EUA estuda possíveis irregularidades cometidas durante a assinatura do acordo com a Rússia na área da produção de urânio, declarou o membro do Congresso e do Comitê Ron De Santis.

    "Falei com o informador secreto que ajudou o FBI a revelar este esquema fraudulento, é do interesse público o que esta pessoa pode contar ao Congresso", disse De Santis a Fox News.

    Ele assinalou também que o informador firmou com a administração do ex-presidente norte-americano Barack Obama um acordo para não divulgar a informação e que foi ameaçado com "medidas punitivas" quando tentou "aparecer em público" em 2016.

    O canal sublinhou que, na semana passada, o Comitê Judicial do Senado dos EUA iniciou a sua própria investigação do assunto.

    Em agosto de 2016, em plena campanha eleitoral, o republicano Donald Trump se valeu das publicações da imprensa para denunciar que o irmão de John Podesta (chefe da campanha da democrata Hillary Clinton), Tony Podesta tinha feito um acordo de lobby com a empresa mineira Uranium One, controlada pelo consórcio russo Rosatom.

    Na semana passada, o periódico The Hill publicou a informação frisando que o FBI tinha recolhido provas de que os funcionários de Moscou teriam pago subornos e feito extorsões para conseguir a aprovação da compra parcial por parte da companhia Rosatom da Uranium One, que controlava 20% do urânio dos EUA.

    Segundo a mídia, o FBI sabia dessa informação antes de o governo de Obama confirmar o acordo.

    Em outubro de 2010, o Departamento de Estado e o Comitê de Investimento Estrangeiro dos EUA supostamente aprovou por unanimidade a venda.

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    Tags:
    acordo, urânio, Rosatom, FBI, John Podesta, Barack Obama, Donald Trump, Rússia, EUA
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