03:52 22 Setembro 2018
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    Ministro da Defesa do Brasil, Raul Jungmann, em discurso para 2.400 militares mobilizados para atuar nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro

    Jungmann: Brasil não aceitará intervenção de potências estrangeiras na Venezuela

    © AFP 2018 / Vanderlei Almeida
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    O ministro da Defesa Raul Jungmann disse nesta sexta-feira, durante um evento no Rio de Janeiro, que o Brasil não admitirá qualquer tipo de intromissão de outras potências na América do Sul para resolver a crise venezuelana, em resposta a recentes ameaças feitas pelos Estados Unidos.

    As declarações de Jungmann, na XIV Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, foram um firme sinal do posicionamento brasileiro diante da abordagem do presidente norte-americano, Donald Trump, que, no mês passado, afirmou não descartar a opção de uma intervenção militar na Venezuela. 

    Segundo o ministro, o Brasil, que defende uma saída diplomática para a crise venezuelana, acredita, ao mesmo tempo, na necessidade de criação de uma autoridade sul-americana de defesa nos moldes da OTAN, de forma a permitir que os países da região resolvam seus problemas sem a intervenção de forças externas. 

    Ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante a XIV Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana
    © Sputnik / Igor Patrick
    Raul Jungmann em coletiva de imprensa durante evento no Rio de Janeiro
     Sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliás, Jungmann criticou a forma como esta vem atuando pelo mundo, realizando ações em territórios de fora do seu eixo original de interesse e sem o devido respaldo da ONU

    "De uma aliança defensiva, a organização euro-atlântica tende a tornar-se uma entidade global e de atuação em prevenção e manejo de crises em espaços que vão além da jurisdição da Europa e da América do Norte. Em uma interpretação territorialmente extensiva das ameaças, algumas vezes sem mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas", destacou. 

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    Tags:
    intervenção, XIV Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, ONU, OTAN, Donald Trump, Raul Jungmann, Copacabana, América do Sul, Venezuela, EUA, Rio de Janeiro, Brasil
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