00:13 24 Agosto 2017
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    Segundo relatório, 67 por cento dos presos no Brasil são negros e 56 por cento são jovens

    Regime semiaberto deveria aumentar na América Latina, diz ONU

    Marcos Santos/USP Imagens
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    Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram nesta quinta-feira que os condenados por crimes de menor grau ofensivo na América Latina deveriam estar em prisões menores e em regimes semiabertos, como forma de diminuir a população carcerária.

    Em entrevista à Agência AFP, o especialista do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), Lucio Caceres, disse que ao invés de manter aqueles que cometeram crimes menores ao lado de detentos envolvidos em crimes graves, a abordagem deveria ser outra.

    Tais presos por crimes menos graves deveriam ficar em grupos de no máximo 30 pessoas em prisões “muito próximas a casas o quanto possível”, com pelo menos um dia longe da prisão sendo permitido.

    Parte do problema, de acordo com uma apresentação da UNOPS realizada no Panamá, se dá em virtude do narcotráfico e da lentidão da Justiça, dois aspectos que parecem ser comuns dentre todos os países latino-americanos.

    Na América do Sul, a população carcerária subiu 145% desde 2000, ao passo que o índice cresceu 80% na América Central. Somadas, as duas regiões só ficam atrás dos Estados Unidos quando o assunto é o tamanho das suas populações atrás das grades.

    As alternativas sugeridas visam permitir a ressocialização e impedir que episódios de violência se repitam em cadeias da América Latina. Neste aspecto, as recentes rebeliões com assassinatos de presos em prisões do Brasil se destacam negativamente dentro da região.

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    Tags:
    ressocialização, regime semiaberto, direitos humanos, prisões, sistema carcerário, Lucio Caceres, América Central, América do Sul, América Latina, Brasil
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