Oposição vai aceitar resultados da eleição presidencial no Equador... com uma condição

© REUTERS / Henry RomeroGuillermo Lasso, presidential candidate from the CREO party, waves before casting his vote during the presidential election at a school-turned-polling station in Guayaquil, Ecuador
Guillermo Lasso, presidential candidate from the CREO party, waves before casting his vote during the presidential election at a school-turned-polling station in Guayaquil, Ecuador - Sputnik Brasil
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O candidato à vice-presidência do Equador pela oposição, Andrés Páez, advertiu que aceitará os resultados desde que sejam transparentes e respeitem a vontade dos cidadãos, caso contrário ele vai protestar contra o pleito na comunidade internacional.

Desde as 9h (horário de Brasília), 12,8 milhões de equatorianos estão comparecendo às urnas para escolher o sucessor de Rafael Correa, que permanece no governo desde janeiro de 2007.

"Se os resultados são aqueles que vêm da vontade popular, vamos aceitá-los, se os resultados forem viciados por manobra, fraude eletrônica ou qualquer irregularidade, vamos denunciá-lo perante a comunidade internacional", disse o representante do partido CREO depois de votar na Universidade Tecnológica Equinocial de Quito.

A girl looks on as women cast their votes during the presidential election at a school-turned-polling station in Quito, Ecuador - Sputnik Brasil
Observadores da Unasul descartam possibilidade de fraude em eleições do Equador
Lá, ele disse a observadores internacionais que sua organização política espera "que haja transparência, que o que tiver mais votos vença, mas que vença nas urnas… que haja transparência e que não seja permitida nenhuma irregularidade".

Páez disse que seu interesse é que o país se sinta "satisfeito" com o processo eleitoral e que não haja "violência ou provocação".

Nesse sentido, ele observou que de seu partido vai encorajar "a vigília pacífica".

Embora "saibamos que há pessoas que foram instadas a incitar atos de provocação, pedimos aos cidadãos para não cair nessas provocações", acrescentou.

Paez é companheiro na chapa do candidato presidencial Guillermo Lasso, que no 1º turno em fevereiro ganhou 28,09% dos votos, em comparação com 39,36% do candidato do governo, Lenín Moreno. À época, opositores levantaram denúncias de fraude envolvendo a demora para apuração das urnas e até a suposta adulteração de cédulas de votação.

Correa também chegou a convocar coletiva de imprensa para ameaçar dissolver o Parlamento "em caso de vitória e perseguição da oposição". O presidente ressaltou que esta possibilidade dependerá do "bom comportamento" dos opositores.

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